Lojas Renner: corretoras elevam recomendação e preço-alvo após resultado

"Forte" performance no quarto trimestre de 2009 fez com que corretoras adotassem postura mais otimista sobre varejista

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SÃO PAULO – Após a Lojas Renner (LREN3) ter divulgado seus resultados obtidos no quarto trimestre de 2009, o Itaú revisou para cima suas projeções para a varejista, elevando sua recomendação, bem como o preço-alvo dos papéis. Do mesmo modo, os analistas do UBS também mostraram-se bastante otimista ante os resultados, aumentando as estimativas para a cotação da ação no final deste ano.

Itaú: outperform e maior upside
O Itaú elevou a recomendação dos papéis da Renner para outperform (desempenho acima da média do mercado) e aumentou o preço-alvo das ações de R$ 44,60 para R$ 52,50.

Com as mudanças, o upside (potencial de valorização) passou de 18,9% para 39,96% ao final de 2010. Os analistas projetam ainda que os ativos serão negociados a um múltiplo EV/Ebitda (valor da companhia sobre sua geração operacional de caixa) de 10 vezes, enquanto que o P/E (relação entre preço e lucro estimado) deva ser de 18,5 vezes.

Para o banco, o resultado “muito forte” deveu-se a uma combinação do crescimento das vendas, uma expressiva margem bruta e, especialmente, a redução dos gastos com fusões e aquisições. Além disso, o Itaú enaltece ainda o controle das despesas reportado no nível de armazenamento da Lojas Renner.

“Nós esperamos que o resultado de finanças do consumidor eroda ligeiramente (em termos de porcentagem de vendas) nos anos que estão por vir, mas a substancial expansão nas margens de varejo puro mais do que compensam seu impacto, e com um perfil de baixo risco intrínseco”, concluem os analista.

UBS: compra e elevação no preço-alvo
Já o UBS elevou para R$ 49,50 o preço-alvo dos ativos da companhia ao fim do ano. Anteriormente, o valor projetado pela equipe de research era de R$ 45,00. Com a alteração, o upside potencial é de 31,96% sobre o preço de fechamento do último pregão. Além disso, o banco manteve inalterada sua recomendação de compra para os papéis.

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Do mesmo modo que o Itaú, o UBS avalia como “forte” o resultado do período, exaltando o “impressionante crescimento do Ebitda”, observando que a varejista está “bem posicionada para crescer com lucratividade na recuperação do setor brasileiro de vestuário no varejo”.

Outro destaque na visão dos analistas foi o contínuo crescimento operacional da Lojas Renner, com avanços no seus lucros, tanto líquidos quanto brutos.

“Assumimos maior rentabilidade impulsionada por contratos mais eficientes e melhor coleção nas lojas”, concluem, mantendo as estimativas – já previamente otimistas – praticamente inalteradas.