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SÃO PAULO – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou, na última quarta-feira (15), que o governo estuda reduzir os preços do óleo diesel. A hipótese também já havia sido confirmada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em audiência na Câmara dos Deputados, no mesmo dia.
Segundo Lobão, em quatro ou cinco meses uma proposta deverá ser feita por uma comissão formada por representantes do Ministério da Fazenda e de Minas e Energia. A mesma comissão também deverá estudar uma redução nos preços da gasolina, mas Lobão considera que isso seja menos provável. “A gasolina sofreu uma maior defasagem nos seus preços e a elevação que houve foi tímida, não compensou parte substancial das perdas”, disse.
Perdas da Petrobras
De acordo com a Agência Brasil, Lobão lembrou que a Petrobras perdeu muito dinheiro com a elevação do preço do petróleo, sem que houvesse elevação correspondente do produto final.
“A pequena elevação que houve no ano passado foi feita mais de dois anos depois da anterior. Isso demonstra o quanto a Petrobras perdeu nesse período”, afirmou.
Recuperação do setor
Após registrar queda de 8% no acumulado do ano até fevereiro, devido a crise financeira, as vendas de diesel voltaram a crescer e, de acordo com o vice-presidente do Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes), Alísio Jacques Mendes Vaz, já estão em patamares iguais aos de março de 2008.
“Os números que nós temos das associadas do Sindicom indicam que as vendas de diesel, que é o principal combustível, têm um valor praticamente igual ao de março do ano passado, revertendo uma tendência de queda que tínhamos nos dois primeiros meses do ano”, considera.
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Vaz também afirmou, em entrevista à Agência Brasil, que as vendas de combustíveis irão depender do crescimento econômico. “A gente não consegue vender mais combustíveis do que o mercado demanda. O nosso desempenho vai depender, justamente, da retomada da economia, do crescimento. Na medida em que a indústria gera produção, essa produção precisa ser transportada, assim como a agricultura, que tem no diesel um de seus principais insumos”.