LLX sobe 27%, CSN avança 9,6% e Vale tem alta de 4%; veja destaques

B2W e Eletrobrás devolveram os ganhos recentes e lideraram as perdas do Ibovespa; fora do índice, Viver e Minerva caem forte

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SÃO PAULO – Dia extremamente positivo na bolsa brasileira: o Ibovespa registrou ganhos de 2,31% -, maior alta diária desde 13 de setembro -, terminando a quinta-feira (29) aos 57.852 pontos. Puxando esse desempenho, ficaram as ações da LLX Logística (LLXL3), que subiram 27,59%, para R$ 2,22. Na outra ponta, os papéis preferenciais da Eletrobras (ELET6) recuaram 7,46%, terminando o dia aos R$ 7,81.

Na máxima do dia, as ações da empresa de logística atingiram valorização de 29,31%, sendo cotadas a R$ 2,25. O volume também impressionou, somando R$ 77,75 milhões – bastante acima da média dos últimos 21 dias, em R$ 20,52 milhões. Essa foi a maior alta da empresa de Eike Batista desde o dia 7 de maio de 2009, quando subiram aos 48,15%.

Na noite da véspera, a empresa anunciou parceria com a General Electric para instalar uma unidade industrial da companhia no Superporto do Açu, com contrato firmado por 30 anos – e renovável por mais 30. A planta, instalada no polo metalmecânico, terá 322.489 metros quadrados de área, e focará as áreas de Petróleo & Gás e geração de energia.

Segundo o analista Henri Evrard, da Infinity Asset, o otimismo do mercado não está tão relacionado ao tamanho do projeto, mas à credibilidade do que a LLX vem fazendo. “A parceria mostra que as pessoas estão acreditando na empresa. A principal questão da LLX é um temor de execução e um bom parceiro traz mais credibilidade para os projetos”, disse.

A capacidade de geração de energia do contrato com a GE não é dos maiores, mas o impacto maior no mercado é a questão de que o projeto começa a sair das froteiras do Grupo EBX, complementa Evrard. Apesar do desempenho diário, os ativos da companhia acumulam no mês desvalorização de 2,20% e no ano de 34,12%. 

Vale anda na contramão das referências
A principal blue chip da bolsa brasileira, a Vale (VALE3; VALE5) registrou um excelente dia. Os papéis ordinários da mineradora subiram 4,43%, e terminaram o dia aos R$ 37,46, enquanto os preferenciais tiveram ganhos de 3,92%, terminando aos R$ 36,60. Outra mineradora, a MMX Mineração (MMXM3), de Eike Batista, também teve um dia bom: alta de 6,63%, aos R$ 3,70. 

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O volume também impressionou: os papéis VALE5, mais líquidos, movimentaram R$ 982 milhões – acima da média de 21 períodos, que ficava aos R$ 513 milhões na véspera. Nessa sessão, chamou a atenção a forte alta da Rio Tinto na bolsa londrina, o que acaba impulsionando a Vale por aqui. “Geralmente quando os pares têm movimento otimista, isso acaba refletindo nos papéis da Vale”, diz Victor Penna, analista do BBInvestimentos.

Outro fator também fortalece os papéis, diz Penna: o dólar alto. “A empresa se beneficia bastante da variação cambial, do dólar nesse patamar, é uma empresa com quase toda a sua produção voltada para o cenário externo”, salienta. Com a moeda norte-americana mais valorizada, a Vale possui os mesmos gastos em reais, mas registra ganhos superiores ao converter suas receitas para a moeda nacional. Atualmente, o dólar comercial encontra-se na faixa dos R$ 2,10.

“Campeãs” da semana, B2W e Eletrobrás devolvem ganhos
Após robusto avanço no início da semana, as ações da B2W Varejo (BTOW3) e Eletrobras. Os papéis da varejista online recuaram 4,47% nesta sessão e terminaram o dia aos R$ 14,95, mas ainda lideram os ganhos da semana com alta de 21,54%. 

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O volume também impressiona dos papéis BTOW3 e somaram R$ 49,23 milhões, bem acima da média diária dos últimos 21 pregões, de R$ 15,4 milhões. A companhia teve forte alta depois de um relatório do Bank of America Merrill Lynch, que havia elevado a recomendação dos papéis para compra, depois dias depois de terem revisado as estimativas para cima da companhia. 

Já a Eletrobras viu os ativos ordinários recuarem 3,96%, R$ 6,55, os papéis ELET3 zeraram os ganhos semanais e agora apresentam queda de 1,21%. Enquanto isso, os preferenciais, ELET6, agora apresentam alta de apenas 1,46% no acumulado da semana. 

O papel subiu forte no início da semana, depois que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) indicou menos rigidez para renovação antecipada dos contratos, informando que está revisando as indenizações de algumas empresas. 

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Santander impulsiona CSN…
Uma visão mais otimista do Santander e recomendação de compra levou as ações da CSN (CNSA3) dispararem 9,61% nesta sessão, terminando o dia aos R$ 11,06. Embora a empresa esteja fora do radar da maioria dos investidores, os analistas veem excelente oportunidade com seus papéis, considerando que eles já mostraram um fraco desempenho na comparação com suas concorrentes locais, e essa história está precificada. 

O desempenho positivo veio após os analistas Felipe Reis e Alex Sciacio elevaram a recomendação da ação de underperform (desempenho abaixo da média) para compra, com um novo preço-alvo esperado para 2013 de R$ 14,00 – o que representa um potencial de valorização de 26,58% em relação ao fechamento desta quinta-feira.

Segundo eles, as ações da empresa estão numa posição técnica interessante, e um atrativo dividend yield (dividendo pago por ação/cotação da ação) esperado, ou valor do dividendo por ação, (para ser capturado até abril de 2013) e medidas adicionais do governo de proteção aos produtos da CSN contra competição dos importados pode gerar um “momentum” favorável para os ativos. A companhia deve distribuir R$ 972 milhões em dividendos no ano fiscal de 2012.

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Os analistas poderam, contudo, que a alavancagem da empresa pode aumentar significantemente se a CSN se tornar muito agressiva em relação às aquisições de ativos. “Nós estimamos que a relação dívida líquida por Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) pode saltar para 5,1 vezes, dos atuais 3,8 vezes no terceiro trimestre de 2012, se a compra da usina ThyssenKrup da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), assumir um acordo de US$ 4 bilhões”, disse.

…e acaba fortalecendo Usiminas
Esse movimento acabou ajudando os papéis de outra companhia do setor, a Usiminas (USIM3; USIM5). Enquanto as ações ordinárias subiram 7,42%, os preferenciais tiveram ganhos de 6,07%, terminando o dia aos R$ 7,42 e R$ 12,75, respectivamente. “As duas altas tem ligação, já que o Santander acabou apontando um momento melhor para siderurgia”, diz Evrard. 

O analista da Infinity destaca que existe uma expectativa de recuperação. “Ela está sendo negociada a múltiplos caros, é verdade, mas se reverer a tendência de queda de lucro, é um ativo potencialmente depreciado”, diz o analista – destacando que dois anos atrás esses papéis operavam próximos aos R$ 30,00. 

“A gente tem que entender qual a magnitude do bom período que ela vai passar em 2013”, salienta. Caso se confirme essa melhora, Evrard acredita que o papel deva registrar uma boa recuperação. “Certamente, há espaço para correção”, finaliza o analista.

Minerva cai após oferta de ações
As ações do Minerva (BEEF3) recuaram 4,35%, para R$ 11,00, na sequência do anúncio do valor da precificação para as emissões primárias e secundárias da companhia neste mesmo valor. Os novos papéis serão negociados na bolsa a partir desta sexta-feira.

A oferta foi atendida integralmente, sendo utilizado 100% do lote suplementar, que corresponde a 5,62 milhões de novas ações, somando, no total, 431,25 milhões de novas ações. A oferta secundária de 7,5 milhões de ações também foi atendida integralmente.

Desta forma, a companhia poderá aumentar o seu capital dentro do limite autorizado, em R$ 412,5 milhões – atualmente, o capital social da empresa encontra-se em R$ 300,484 milhões.

De acordo com analistas, isso poderá reduzir a alavancagem da companhia – visto que a empresa teve forte demanda e o preço foi positivo. Com isso, é capaz de que a empresa, cujas ações já subiram 120% esse ano, continue seu rali altista até 2015, acredita Roberto Altenhofen, da Empiricus Research. 

Viver cai após corte de rating corporativo
Após o rebaixamento do rating corporativo pela Moody’s de B1 para B2 em escala global e de Ba2.br para Baa2.br em escala nacional – ambos com perspectiva negativa -, as ações da Viver (VIVR3) registraram queda de 8,00% nesta sessão, terminando aos R$ 0,92. 

De acordo com a Moody’s, o rebaixamento do rating segue a ação de julho de 2012, quando a agência alterou as perspectivas de rating de estável para negativa, sendo desencadeada por uma maior deterioração nos indicadores de crédito e na posição de liquidez de empresa. Mesmo com o plano de reestruturação da empresa, que inclui a venda de ativos não estratégicos e a capitalização dos acionsitas, a agência acredita ser pouco provável que o desempenho operacional e os indicadores de crédito tenham uma recuperação substancial antes de 2014.

O aumento dos custos da Viver, associado ao cancelamento de contratos e os atrasos em construção – que causaram um ajuste de receitas de R$ 154 milhões no terceiro trimestre de 2012 e de R$ 117 milhões no último trimestre do ano passado -, impactaram de modo significativo a margem bruta da companhia.

Uma vez que a maior parte das entregas de 2012 e 2013 é referente a projetos de margens baixas lançados até 2009, o potencial para recuperação da margem antes de 2014 é limitado, aponta a agência. As dificuldades para conclusão de transferências de créditos dos clientes para os bancos comerciais dentro de um período de tempo razoável também foram apontadas como um fator negativo para a Moody’s.

Além disso, o baixo desempenho operacional faz com que a companhia não consiga desalavancar seu balanço, ao mesmo tempo que a sua liquidez se deteriorou, avalia a agência.