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SÃO PAULO – Com novas chances de uma resolução sobre o teto da dívida nos EUA, o Ibovespa ganhou forças durante a tarde e encerrou esta segunda-feira (14) com alta de 1,92%, aos 54.170 pontos. Com um cenário otimista, foram apenas 12 ações encerrando a sessão em queda, sendo duas com recuo superior a 2%.
Na ponta negativa, chamou atenção as ações da LLX Logística (LLXL3), que ficaram com a maior queda do dia, com desvalorização de 2,90%, a R$ 1,34. Na mínima do dia, os papéis atingiram queda de 6,52%, a R$ 1,29.
A empresa informou na semana passada que conclui as negociações com o Grupo EIG, que passa a ser o controlador da companhia nesta segunda-feira. A LLX agora iniciará o aumento de capital de R$ 1,3 bilhão – ao valor de R$ 1,20 por ação. Eike cederá ao grupo o seu direito de preferência. Os titulares dos papéis LLXL3 registrados até a última quinta-feira terão direito de preferência na subscrição de novas ações, que deverá ser exercido de 14 de outubro a 12 de novembro de 2013.
Por outro lado, as ações da OSX Brasil (OSXB3) subiram 9,46%, a R$ 0,83 – após chegar a subir16,22% na máxima da sessão -, em meio às expectativas de que a dívida da empresa seja reestruturada. Em três dias, essas ações acumulam ganhos de 72,34%.
Segundo matéria da Agência Estado, a empresa deve ter suas obrigações de quase R$ 1 bilhão com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico) e com a Caixa Econômica Federal equacionadas. Dentro do Ibovespa, os papéis da OGX Petróleo (OGXP3, 9,52%, R$ 0,23) e da MMX Mineração (MMXM3, 4,21%, R$ 0,99) encerraram no positivo.
ALL atinge menor patamar desde fim do ano passado
Ainda no campo negativo ficaram as ações da ALL (ALLL3), que caíram 2,36%, cotadas a R$ 8,26 – menor patamar desde dezembro do ano passado. Essa é a terceira queda consecutiva, e acumulando no período desvalorização de mais de 8%. Os papéis da empresa ainda sofrem por conta da decisão tomada na última quinta-feira de renegociar o contrato que a concessionária de ferrovia possui com a Rumo Logística, do grupo Cosan (CSAN3, +1,39%, R$ 43,87).
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O atraso na duplicação do trecho entre Bauru e Santos está fazendo com que a ALL não cumpra os volumes de transporte de açúcar acertados em contrato, acarretando em multas de mais de R$ 200 milhões nos últimos cinco meses.
Petrobras sobe 1% com notícia de “ajuda” em leilão
Também ganha destaque as ações da Petrobras (PETR3; PETR4), cujas ordinárias avançaram 0,41%, a R$ 17,07, enquanto as preferenciais subiram 0,94%, a R$ 18,27. O desempenho positivo ocorre após notícia de O Estado de S. Paulo apontar que a empresa deverá receber “ajuda” no leilão de Libra, que acontecerá neste mês. A operação envolveria os chineses, que arcariam com uma parte do que caberia ao pagamento da empresa e receberiam, em troca barris de petróleo produzidos pela companhia brasileira.
Como a Petrobras terá, por lei, pelo menos 30% do todos os consórcios, um pagamento de R$ 4,5 bilhões já esta dado. O Estado apurou que as chances da parcela da Petrobras superar o patamar mínimo são grandes.
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Além disso, a estatal indiana Oil and Natural Gas Corporation acertou a compra de participação de 12% no bloco BC-10 da Bacia de Campos, nomeado como Parque das Conchas, que pertencia à Petrobras. A empresa pagará US$ 529 milhões à brasileira, conforme comunicado.
MRV sobe 5,8% após visão positiva do BTG
Na ponta positiva do Ibovespa figuraram as ações da MRV Engenharia (MRVE3), que subiram 5,78%, cotadas a R$ 10,43. Os papéis ganharam força diante de um relatório positivo do BTG Pactual sobre o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.
Os analistas Marcello Milman e Gustavo Cambauva, do banco, destacaram que o mercado financeiro imobiliário continua com baixa penetração, de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) e com demanda forte, mas o lado positivo é que o programa Minha Casa, Minha Vida continua como prioridade do governo. Desde a criação do programa já foi contratada 2,9 milhões de unidades (das quais 1,3 milhão foram entregues até setembro).
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Hypermarcas sobe com recomendação outperform
No mesmo sentido, as ações da Hypermarcas (HYPE3) subiram 2,47%, a R$ 19,88, nesta sessão, em reflexo ao relatório do Credit Suisse, que iniciou cobertura de dez empresas do setor de consumo, mas com recomendação outperform (desempenho acima da média) apenas para Hypermarcas.
Os analistas Tobias Stingelin e Alexandre Amson, do banco, justificaram que a recomendação é baseada em uma combinação de vários fatores, como exposição a mercados em crescimento e geração de fluxo de caixa livre alta. Vale ressaltar que o volume movimentado pelos papéis neste pregão ficou em R$ 108,2 milhões, mais de duas vezes acima da média das últimas 21 sessões.
Oi sobe mais 5,8% e segue em recuperação
Entre as maiores altas do dia, destaque também para as ações da Oi (OIBR3; OIBR4), cujos papéis ordinários subiram 4,60%, a R$ 4,55, enquanto as preferenciais avançaram 5,87%, a R$ 4,33. Os ativos da companhia seguem em recuperação em um momento agitado com o recente anúncio da fusão com a Portugal Telecom.
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Na semana passada, a empresa enviou um comunicado ao mercado e afirmou que a fusão não levará à diluição de acionistas. A empresa destacou que, em cada etapa de incorporação envolvendo a TelPart e tais sociedades holdings, os acionistas receberão o mesmo número de ações que esta detinha na incorporadora.
Eternit cai após nova ação sobre uso de amianto
Já fora do Ibovespa, chama atenção as ações da Eternit (ETER3), que caíram 3,27%, a R$ 9,47, pressionadas por uma nova ação civil pública por danos causados a ex-funcionários pelo uso do amianto. Na mínima do dia, os papéis atingiram queda de 5,52%, a R$ 9,25.
A Justiça do Trabalho em São Paulo determinou a junção de duas ações civis públicas que pedem indenizações bilionárias à Eternit por danos morais coletivos a ex-funcionários da fábrica de Osasco, na Grande São Paulo, cujas atividades foram encerradas em 1993.
Inepar recua 2,5%
Fora do Ibovespa, as ações da Inepar (INEP4) encerraram com queda de 2,59%, a R$ 1,13, após ter recuado 5,17% na mínima do dia. Nesta manhã, a companhia enviou comunicado ao mercado informado que a Tejo Fundo de Investimento, gerido pela Riviera Gestora de Recursos adquiriu novas ações da companhia.
Com isso, o fundo passa a deter 3,16 milhões de ações da Inepar, o que representa 5,02% dos ativos da companhia. Segundo o comunicado, a empresa ressaltou que a aquisição tem o objetivo de investimento, não havendo qualquer interesse de alteração no controle ou estrutura administrativa da Inepar.