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SÃO PAULO – Depois de operar boa parte da sessão no zero-a-zero, o Ibovespa se fixou no campo positivo durante a tarde e fechou esta quarta-feira (23) com alta de 0,44%, atigindo 61.966 pontos. Na ponta positiva, destaque para a JBS (JBSS3), com alta de 6,36%, aos R$ 7,36, enquanto as ações preferenciais Eletrobras (ELET6) tiveram queda de 4,23%, aos R$ 13,12 – interrompendo uma sequência de 10 pregões de valorização.
Para Henri Evrard, analista da Infinity Asset, as ações do frigorífico são beneficiadas pela diminuição das barreiras comerciais do Japão em relação à carne importada dos EUA – onde a empresa possui grande participação. “Isso ajuda a explicar essa alta, mas a empresa vem em bom momento na bolsa”, afirma. O bom momento também ajudou Marfrig (MRFG3) e Minerva (BEEF3), que tiveram altas de 4,43% e 4,44%, respectivamente, para R$ 10,38 e R$ 12,95. Na semana passada, as três empresas tiveram um pregão positivo no dia 17.
OPA não segura preços e CCX cai 2%
Os papéis da CCX Carvão (CCXC3) recuaram 2,09%, terminando o dia aos R$ 3,75 – bastante abaixo dos R$ 4,31, patamar da OPA (Oferta Pública de Aquisição) a ser realizada nos próximos meses pelo acionista controlador da empresa, Eike Batista. Geralmente, um papel que passará por uma operação de fechamento de capital se mantém próximo do preço ofertado. “Tem um risco embutido da OPA não se concretizar, com o Eike desistindo da oferta”, afirma Evrard.
Vale lembrar que no ano passado o empresário anunciou uma OPA para fechar o capital da LLX (LLXL3) mas depois desistiu após laudo elaborado pelo Bank of America Merrill Lynch colocar o preço justo da empresa a um valor muito acima do que ele ofereceu aos acionistas da empresa para fechar o capital.
Aliado a isto, nesta sessão repercutiu a notícia do jornal colombiano Portafolio de que Eike Batista pode suspender seu projeto de carvão no sul de La Guajira, na Colômbia, incluindo o porto, linha férrea e minas de carvão a céu aberto e uma subterrânea. Segundo a notícia, entre as razões para a suspensão do projeto da mineradora de carvão, estão a dificuldade para obter licenças ambientais, acordos com as comunidades indígenas e a tendência de queda nos preços do carvão. No entanto a publicação ressalta que Eike manterá investimentos em ouro, petróleo e gás no país.
Procurada pelo Portal InfoMoney, a assessoria de imprensa da CCX não foi localizada para confirmar as informações do jornal colombiano.
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OGX dispara com comercialidade de acumulação
A OGX Maranhão, subsidiária da OGX Petróleo (OGXP3), apresentou à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a declaração de comercialidade da acumulação de Bom Jesus, descoberta nos blocos PN-T-67 e PN-T-68, na Bacia do Parnaíba.
Com isso, as ações da petrolífera de Eike subiram 4,19%, aos R$ 4,97, seu primeiro dia positivo em sete pregões. “Se a OGX entregar o que tem para entregar, é uma empresa bastante depreciada e no momento o mercado está operando notícias”, avalia o analista da Infinity Asset. Outra empresa de Eike que teve forte alta nessa sessão foi a LLX, que subiu 4,96%, para R$ 2,54.
“Esta declaração de comercialidade é resultado de uma bem sucedida campanha exploratória na Bacia do Parnaíba e demonstra que continuamos avançando na região em busca de novas áreas e na execução de nossos projetos”, disse Luiz Carneiro, diretor presidente da OGX Maranhão.
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Segundo o comunicado, a declaração de comercialidade apresentada, relativa à acumulação de Bom Jesus, será denominada de Campo de Gavião Branco. O plano de desenvolvimento do campo será submetido em breve à ANP. A OGX Maranhão estima um volume total in situ entre 0,2 e 0,5 Tcf (trilhões de pés cúbicos, na sigla em inglês).
Eletrobras interrompe sequência de ganhos
Com a queda desta quarta, as ações preferenciais da Eletrobras interromperam uma sequência de altas. Isso ocorre ao passo que os papéis ordinários (ELET3) caíram 3,21%, aos R$ 7,84.
Com isso, os ativos ELET6 se recuperaram as perdas sofridas em virtude das intervenções governamentais de Dilma Rousseff, que impôs a redução da tarifa de energia elétrica para o consumidor final, penalizando assim as concessionárias do setor. A presidente deverá ir à TV nesta quarta para sinalizar uma redução ainda maior da conta de energia do que anteriormente previsto.
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Para Thomas Chang, da equipe de análise da Um Investimentos, o cenário atual demonstra possibilidades boas para os ativos, mas o setor é instável. “Não é possível prever o que acontecerá com as ações, uma vez que o setor elétrico é sensível às notícias e intervenções governamentais, como temos observado nos últimos meses”, explica o analista.
Segundo Chang, o mercado corrigiu o preço das ações após a forte queda registrada em 2012. “O mercado é muito eufórico e após a forte desvalorização os papéis tendem a voltar ao patamar original”, comenta o analista.
Ações da Oi sobem após resultado não-auditado
Depois de um início de semana conturbado, com a demissão do presidente e um salto nas incertezas do mercado, as ações da Oi (OIBR3, OIBR4) tiveram um dia de recuperação nesta quarta. Os ativos OIBR4 subiram 4,12%, aos R$ 8,34, seguidos pela valorização de 2,78% para OIBR3, aos R$ 9,25. Mesmo assim, o desempenho da semana ainda é muito fraco, com quedas que ultrapassam os 10%, no caso dos ativos preferenciais.
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Na manhã de terça-feira a Oi confirmou a troca de Francisco Valim por José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha no comando da presidência. Diante dos rumores de que a demissão foi ocasionada por fracos resultados, depois do pregão a empresa antecipou seu resultado não-auditado.
Os números vieram basicamente em linha com as projeções do mercado. Em 2012, o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) foi de R$ 8,7 bilhões, a receita líquida veio aos R$ 27,5 bilhões e a dívida líquida fechou o ano aos R$ 25,0 bilhões. A companhia também irá distribuir R$ 1 bilhão em dividendos aos acionistas.
Favorita do Itaú, Klabin continua rali
Depois de acumular ganhos próximos a 70% no último ano e atualmente em sua máxima histórica, as perspectivas para as ações da Klabin (KLBN4) continuam boas. Em relatório, a equipe de análise do Itaú BBA elege as ações da companhia como as preferidas no setor de papel e celulose.
Ao mesmo tempo, os papéis da empresa registram um dia de fortes ganhos. A valorização desta sessão foi de 4,55%, aos R$ 13,80, com um volume de R$ 110 milhões, cerca de três vezes superior à média diária e acima do de ações como as ordinárias da Petrobras (PETR3) e da Vale (VALE3).
As projeções otimistas do Itaú BBA levam em conta uma combinação de projetos rentáveis – que podem dobrar o Ebitda nos próximos quatro anos -, um crescimento de baixo risco nos ganhos, sustentados pelo controle de custos, e um balanço confortável, dizem Marcos Assumpção e André Pinheiro.