LLX, OGX e OSX derretem na bolsa; Suzano sobe com reajuste e CSN renova mínima

Ainda entre os destaques, Eletrobras cai após comunicar que a Amazonas Energia aprovou a criação de subsidiária da empresa num primeiro passo para desverticalização do grupo

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SÃO PAULO – Após um começo bastante volátil, o Ibovespa consolidou um movimento negativo nesta segunda-feira (8). Às 16h19 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,77%, a 54.628 pontos.

CSN renova mínimas de 2008
As ações da CSN (CSNA3) seguem o movimento negativo visto na última sessão, quando renovaram seu menor patamar desde 2008. Nesta tarde, os ativos da siderúrgica são cotados a R$ 8,25, com recuo de 2,14%.

Na última semana, a companhia apresentou seu resultado de 2012, e mesmo superando as expectativas do mercado, os analistas mostraram bastante preocupação com a possível oferta pelos ativos da ThyssenKrupp America, o que pode piorar a já complicada situação financeira da CSN. Toda essa preocupação fez com que o Goldman Sachs rebaixasse a recomendação para as ações para venda, com preço-alvo de R$ 7,30 para o final do ano.

Já nesta segunda-feira, a companhia foi multada em R$ 35 milhões por órgãos ambientais do Rio de Janeiro devido à contaminação de um terreno em Volta Redonda, no interior do Estado. De acordo com a Secretaria de Estado do Ambiente, outras punições poderão ser aplicadas contra a companhia na esfera judicial.

Suzano faz reajuste de celulose e papéis sobem
Contrariando o movimento ruim do mercado, a Suzano (SUZB5) vê suas ações subirem 1,68%, para R$ 7,88, após a confirmação nesta segunda de que a empresa irá elevar os preços da celulose em US$ 30 dólares a partir de maio, para todos os mercados. Segundo a companhia, o preço da tonelada de celulose passará a US$ 900 para a América do Norte, US$ 850 para Europa, e US$ 750 para Ásia. A Fibria (FIBR3) também informou um reajuste na semana passada. 

De março pra cá, os papéis da companhia já subiram mais de 18%, ao mesmo tempo em que o Ibovespa recuou cerca de 5%.

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CCR sobe após elevação de preço-alvo
As ações da CCR (CCRO3) também operam com alta nesta sessão, ao avançarem 2,17%, aos R$ 20,71. Nesta manhã o Bank of America elevou seu preço-alvo para os ativos da companhia, passando de R$ 19 para R$ 21 por ação.

De acordo com o banco, que manteve a recomendação de compra para os papéis, o cenário positivo da companhia é reflexo de um modelo de negócio flexível e um bom portfólio, uma abordagem racional, ativa e visando bons retornos para novos projetos, além de um balanço sólido.

Mundo X volta a cair forte
A maré ruim das empresas do grupo EBX, do megaempresário Eike Batista, parece não ter fim e ganha destaque mais uma vez nesta sessão. As ações da LLX Logística (LLXL3) operam em queda de 13,24%, a R$ 1,77, enquanto os papéis da OSX Brasil (OSXB3) despencam 15,53%, a R$ 3,21. A notícia veiculada pela revista Veja de que o Porto de Açu, em construção no Rio de Janeiro corre o risco de afundar – literalmente -, abalaram as ações no início desta sessão.

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Em esclarecimento ao mercado, a LLX afirmou que a notícia sobre o porto divulgada pela revista é inverídica e infundada. ”Nunca houve e nem há qualquer problema com as fundações ou edificações do estaleiro. As empresas informam que todas as obras realizadas no Superporto do Açu e no estaleiro da OSX no Açu são baseadas em rigorosos estudos, elaborados por renomadas empresas de engenharia no Brasil e exterior”, afirmou.

Já as ações da OGX Petróleo (OGXP3) registram baixa de 11,70%, a R$ 1,51, em sua mínima do dia. Na semana anterior, ela registrou baixa de 25,97%, fechando a R$ 1,71.

Em matéria publicada neste domingo pelo jornal O Estado de São Paulo, foi destacado o risco de que a OGX e a HRT Participações (HRTP3) não participem da 11ª Rodada da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A companhia de Eike Batista só participará do leilão se vender ativos na Bacia de Campos e Parnaíba, como foi informado a analistas de mercados. Já as ações da HRT registravam, no mesmo horário, leve alta de 0,23%, a R$ 4,37, depois de registrarem forte alta de 31% apenas em abril.

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Ainda dentro do Ibovespa, estão as ações da MMX Mineração (MMXM3), com queda de 2,08%, a R$ 1,88, após terem chegado a cair 6,25% no início da sessão.

CCX perde força mesmo com OPA
Apesar dos ganhos na parte da manhã, os papéis da CCX Carvão (CCXC3) perderam força e operam em queda de 0,29%, a R$ 3,44, mesmo após a publicação da minuta do edital de OPA (Oferta Pública de Aquisição) para fechamento de capital da companhia. O leilão está previsto para o dia 4 de junho.

Vale lembrar que, na semana passada, os ativos registraram queda e fecharam a R$ 3,45, no seu menor patamar desde que a OPA foi anunciada pelo controlador, no dia 21 de janeiro. Para fechar o capital da companhia, será pago R$ 4,31 por ação, valor que será pago com ações das outras empresas do grupo X.

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Gol avança mais de 3% com Smiles e contrato com fundo
Chama atenção também os papéis da Gol (GOLL4), que registram valorização de 2,69%, sendo cotados a R$ 11,45, nesta sessão. Na máxima do dia, as ações atingiram ganhos de 6,55%, a R$ 11,88.

O volume financeiro movimentado com os ativos também impressiona e alcança em cerca de duas horas de negociações R$ 30,33 milhões, patamar próximo a média das últimas 21 sessões, de R$ 32,97 milhões.

O desempenho reflete um enxurrada de comunicados. A empresa anunciou nesta manhã que celebrou com a firma de investimentos e private equity General Atlantic, em 5 de abril, um acordo de investimento que estabelece efetuar um investimento em sua controlada Smiles, direta e indiretamente, por meio de fundo de investimento em participações. O valor do contrato é de R$ 400 milhões.

Além disso, a empresa divulgou o prospecto do IPO da Smiles. Segundo o documento, a empresa de fidelidade de clientes da companhia aérea Gol pode levantar até 1,35 bilhão de reais em uma oferta pública inicial de ações.

JPMorgan eleva JBS para equivalente a compra
Ainda do lado positivo do Ibovespa, as ações do JBS (JBSS3) sobem 4,21%, sendo cotadas a R$ 6,68, mas atingiram na máxima intradiária valorização de 4,99%, a R$ 6,73.

O papel reflete a revisão na recomendação do JPMorgan Chase, que passou de neutra para overweight (desempenho acima da média), vendo um potencial de valorização de 25% para 2013.

Em relatório, os analistas explicam que a alteração deve-se a redução na alavancagem da empresa, além da melhoria operacional da divisão de carnes no Brasil e nos Estados Unidos.

Recomendação da BRF é elevada
Outros frigoríficos também tiveram suas recomendações revisadas pelo banco de investimentos internacional. A classificação das ações da BRF (BRFS3) passou de underweight (desempenho abaixo da média) para neutra, enquanto mantiveram underweight para Marfrig (MRFG3).

Em função dessa recomendação, os analistas do JPMorgan indicam uma operação de long (compra) em JBSS3 e short (venda) em MRFG3. Os papéis das companhias operam em sentidos opostos neste pregão – BRFS3 sobe 1,71%, a R$ 45,27, enquanto MRFG3 cai 3,66%, a R$ 7,63.

Eletrobras cai forte
Já as ações da Eletrobras (ELET3, -3,40%, R$ 6,25; ELET6, -4,94%, R$ 11,36) despencam no pregão desta segunda-feira. A estatal anunciou que assembleia de acionistas da distribuidora Amazonas Energia aprovou a criação da subsidirária integral da empresa, num primeiro passo para desverticalização do grupo de energia, para separar ativos de geração e transmissão dos seus ativos e operações de distribuição.

A concretização da operação de desverticalização estará condicionada à obtenção de todas as autorizações exigidas em lei, em especial, do DEST (Departamento de Controle das Estatais) e da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Segundo o analista Eduardo Machado, da Amaril Franklin, a criação da subsidiária da Eletrobras é um fator negativo para a companhia, uma vez que sinaliza mais uma vez a continuidade do aparelhamento. Isso em um cenário já complicado para a companhia, em função das renovações de concessões. Deste modo, ela segue marcada pela redução da eficiência e da rentabilidade.