Linx retoma IPOs: conheça a empresa focada em softwares para o varejo

Empresa, com 30 anos de vida, tem entre seus principais acionistas o BNDES e o private equity General Atlantic

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SÃO PAULO – Depois de um longo período sem nenhuma nova empresa na bolsa – a última a entrar foi a Unicasa (UCAS3), em abril do ano passado -, a sexta-feira (7) marcará o retorno da abertura de capital, quando as ações da Linx farão seu primeiro dia de negociações, sob o código LINX3.

A empresa movimentou R$ 527,8 milhões na oferta de ações. Deste total, a empresa arrecadou R$ 343,1 milhões, enquanto os outros R$ 184,7 milhões foram movimentados por vendas dos atuais acionistas.

Mas, antes de acompanhar as oscilações de seus papéis no mercado, é importante que o investidor saiba quem é a companhia. Criada há quase 30 anos, então com o nome de Microserv, a Linx é uma empresa de soluções de software, com foco exclusivo no setor varejista. Segundo Pesquisa IDC, a empresa detém a liderança no segmento, com 29% de participação de mercado, sendo três vezes maior que seu principal concorrente.

Segundo divulgado pela própria empresa, nos nove primeiros meses de 2012 ela acumulou um lucro líquido de R$ 15,4 milhões, crescimento de 8% sobre o resultado do ano anterior. O Ebitda ajustado (Lucro antes de impostos, taxas, depreciações e amortizações) e a receita líquida também mostram melhora, com números de R$ 41,5 milhões e de R$ 167,8 milhões, respectivamente.

A empresa alega que está bem posicionada para capturar as oportunidades do mercado, em constante expansão, podendo dobrar nos próximos anos. A Pesquisa IDC revela a expectativa de que o mercado total de software de gestão para o varejo pode crescer de R$ 544 milhões em 2011 para quase R$ 1,1 bilhão em 2015.

Fundo de private equity é o maior acionista individual
Antes da oferta, o maior acionista individual da empresa era o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com 21,7% de participação. No entanto, após a liquidação da oferta a sua fatia cai para 10,4%.

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O fundo de private equity General Atlantic também teve sua fatia diluída, de 20,4% para 14,8%, mas passou a ser o maior acionista individual. O restante está em mãos de acionistas pessoas físicas, que fazem parte do controle da empresa, e em circulação no mercado.

Em prospecto, a Linx diz que 80% do valor levantado no IPO será aplicado em aquisições, em meio a um setor de atuação ainda muito fragmentado, e o restante será destinado para o capital de giro.

Fique atento aos riscos
Quanto aos riscos, além dos fatores que envolvem o mercado acionário, a empresa alerta que poderá sofrer com a competitividade, com a integração das empresas adquiridas e questões relativas à própria atividade da empresa, como a habilidade para desenvolver produtos de complexidade tecnológica em meio a um mercado em constante evolução.

A Linx também alerta que possui alguns incentivos fiscais do governo por conta da pesquisa tecnológica e do desenvolvimento de inovações tecnológicas. Esses incentivos podem ser reduzidos ou até mesmo removidos no futuro.

Eles também dizem que as barreiras para a entrada de competidores internacionais podem ser reduzidas, já que o governo tem sinalizado que irá simplificar as regras fiscais do país, que tem sido um fator de impedimento para a entrada de novos concorrentes. Todos os fatores de risco, listados pela própria empresa e de modo mais detalhado, estão no prospecto divulgado no site da Linx.