Link vê redução da dívida líquida no 1º trimestre como vetor positivo para a Fibria

Otimista, corretora destaca que com isso a companhia se aproxima ainda mais de retomar suas operações de expansão

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SÃO PAULO – Analisando os resultados do primeiro trimestre de 2011 da Fibria (FIBR3), a Link Investimentos se mostrou satisfeita com os números apresentados, ressaltando a redução do endividamento da empresa como “o grande ponto positivo”. Para a corretora, isso permitirá a companhia se aproximar ainda mais de retomar as operações de expansão.

Em relatório assinado por Leonardo Alves, a Link considerou o resultado como em linha com o esperado. O analista também manteve a recomendação de market perform (desempenho em linha com a média do mercado) para FIBR3. A preferência no setor, contudo, é a Suzano (SUZB5).

As ações da Fibria chegaram a subir 2,27% durante a manhã, repercutindo a divulgação de seus resultados, mas perderam força durante a tarde, acompanhando a piora no humor do mercado, e fecharam esta segunda-feira (2) com queda de 1,78%, cotadas a R$ 24,26.

Destaques
Apesar de a Fibria ter visto uma redução em seus preços médios, como consequência da desvalorização do dólar, as perspectivas para a empresa são positivas, segundo Alves.

venda dos 50% da Conpacel para a Suzano gerou um ganho financeiro fundamental para a redução da dívida líquida da companhia, segundo o analista da Link. Além disso, a manutenção do ritmo de vendas de celulose e um pequeno aumento nas vendas de papel também foi colocado pelo analista como um elementos importantes de sustentação para os números da empresa. 

A expectativa, agora, segundo Alves, fica por conta do ritmo de recuperação da demanda asiática.

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Dívida líquida
A Link acredita que a Fibria poderá priorizar seus investimentos, sustentados pela redução da dívida líquida. Com a venda da Conpacel, a dívida caiu para R$ 7,96 bilhões. Com isso, a atenção se volta para o Conselho de Administração da companhia, que deve votar a expansão de Três Lagoas nos próximos meses.

“A Fibria também focou em reestruturar sua dívida, e com o pagamento da parcela de janeiro aos antigos acionistas da Aracruz, já não tem um valor tão grande de dívidas vencendo no curto prazo, o que tranquiliza quanto a gestão de caixa da empresa”, ponderou Alves.

Expectativas
Embora os preços médios praticados pela empresa ainda estejam pressionados, a corretora mantém uma leitura positiva e otimista para o setor nos próximos trimestres. “Os preços para abril já sofreram aumento de US$ 30 por tonelada, o que deverá ao menos compensar a desvalorização do dólar no período”, explica Alves.

Ainda segundo o analista, a recuperação da demanda chinesa poderá, também, impulsionar novos aumentos ao longo dos próximos exercícios. Para a Link, com a manutenção dos preços em patamares elevados e com o aumento da eficiência do setor, as margens devem seguir em alta.