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SÃO PAULO – A Link Corretora foi a vencedora do 3o Ranking de Corretoras realizado pela InfoMoney na categoria Desempenho Geral. Norberto Giangrande Júnior, sócio-diretora da corretora, em entrevista, agradeceu ao prêmio e declarou: “na verdade, ele é uma vitória de toda a equipe LinkTrade”.
Além de Desempenho Geral, a InfoMoney premiou outras cinco categorias (Home Broker, Atendimento, Operacional, Conteúdo e Ferramentas e Custo-Benefício), cujos vencedores podem ser conhecidos na edição que está nas bancas da Revista InfoMoney – Invista.
Durante a entrevista, após saber do prêmio, Giangrande também falou de perspectivas para a LinkTrade ao longo de 2010, como o plano de lançamento de novas ferramentas, e também declarou que a venda da Link para o UBS serviu como uma chancela de qualidade para a parte de home broker, que ficou de fora do negócio.
Confira a íntegra da entrevista a seguir:
Portal InfoMoney: Queria saber como a Link Investimentos recebeu a notícia de que foi a primeira colocada na Pesquisa InfoMoney de Corretoras e a que o senhor atribui essa estratégia bem sucedida?
Norberto Giangrande Júnior: Primeiro, acredito que o prêmio foi um reconhecimento da vontade da Link Investimentos de fazer tudo com a maior qualidade possível, sempre pensando em nossos clientes, principalmente porque nosso home broker é novo. Nós fomos um dos últimos a ter entrado no mercado com uma plataforma de varejo eletrônica, apesar da corretora já existir há algum tempo.
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O prêmio também foi em função do esforço da equipe comandada pela Mônica Saccarelli, gerente de varejo da Link e também diretora do home-broker, da dedicação da equipe no atendimento ao cliente, de fazer tudo que está ao nosso alcance quando o cliente solicita. É a predisposição da Link de fazer investimentos na área de tecnologia e na qualidade do serviço do pessoal nosso de marketing.
Esse prêmio veio do resultado de um trabalho de equipe de todas as áreas envolvidas com o home broker.
E para 2010, quais são os planos da Link para continuar crescendo?
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| “O valor final dentro do home broker são nossos clientes” |
Temos planos para novas ferramentas, mas prefiro não citá-las, para não estragar a surpresa. Mas o que vamos fazer sempre que existir o home broker é aperfeiçoar os serviços que oferecemos aos nossos clientes. Ajudá-los, porque o valor final dentro do home broker são nossos clientes. Essa será sempre uma busca incessante nossa: fazer com que eles tenham sucesso no mercado de ações, e ajudá-los provendo o básico, que é a ferramenta operacional, até a parte educacional, dirigida a um investimento de longo prazo e de qualidade.
Embora no geral as opiniões tenham sido positivas, alguns usuários reclamaram da instabilidade da plataforma e da falta de recursos do home broker. Existem planos para sanar essas deficiências? Quais são eles?
Nós mudamos a plataforma para uma própria, que desenvolvemos in house, em janeiro. Então é natural que tenhamos uns seis meses de maturação dessa plataforma até que todos os problemas sejam sanados. Mas, depois, quem irá ganhar são os nossos clientes, porque quando se tem uma plataforma própria, a customização dela, o que podemos alterar, é muito mais ágil do que se usássemos plataformas de terceiros.
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Então, nesses primeiros seis meses, é natural que nós tenhamos um pouco de instabilidade. Mas tenho certeza que assim que esses probleminhas forem resolvidos, e eles serão, porque tudo faz parte de desenvolvimento interno, vamos continuar com a qualide de serviço que a gente sempre procurou ter.
E quando ocorreu essa decisão de ter uma plataforma própria? Era uma demanda dos clientes?
Não, mas a gente sempre achou que se tivéssemos um sistema em que qualquer alteração necessária pudesse ser resolvida de forma mais rápida aqui na empresa, ganharíamos mais agilidade na troca e na adição de produtos a essa plataforma.
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| “O home broker próprio foi um trabalho de 2 anos, de um bom valor financeiro investido, mas que gera um valor muito grande pra Link” |
Procuramos fora do País, nos EUA, uma plataforma mais customizável do que as que estão disponíveis hoje no mercado. Encontramos uma, começamos a desenvolvê-la para adaptá-la ao Brasil. Só que esse desenvolvimento quase foi um nova plataforma de operação. Quando percebemos, tínhamos quase 80% de uma plataforma desenvolvida in house, e aí optamos por seguir por esse caminho. Foi um trabalho de 2 anos, de um bom valor financeiro investido, mas que gera um valor muito grande pra gente.
O UBS escolheu a Link como canal para voltar a operar no Brasil. Por quê a Link? Quais pontos o senhor acredita que foram cruciais para essa escolha?
Em primeiro lugar, é importante lembrar que o home broker ficou fora dessa negociação. Nós tínhamos outras empresas, private equities, bancos que haviam nos procurada para uma parceria ou um negócio. Mas, no processo de conhecimento dessas companhias, ao longo das negociações, identificamos no UBS um banco que era totalmente focado em serviço financeiro para o cliente, que é também a nossa filosofia.
Só que, para o UBS, a tradição está ligada a clientes institucionais e private. Não existe uma tradição no varejo. E nós, como acreditamos no crescimento do varejo no Brasil, que existe uma avenida muito longa para ser explorada e nosso home broker é muito novo, achamos que se nós permanecêssemos com a LinkTrade teríamos muita coisa ainda para crescer. Foi até um casamento, não fazia sentido para o UBS e fazia sentido para nós a manutenção do home broker da Link com os atuais sócios.
E, para a Link Trade, foi uma chancela de qualidade. Era uma parte da Link e um dos maiores bancos de investimento do mundo chancelou a qualidade de tudo o que fazemos aqui dentro. O UBS não quis a parte do home broker porque não é o perfil do banco ter clientes de varejo. Como na auditoria do UBS entrou tudo, porque eles tem que olhar todos os segmentos do negócio para se certificar de que não tem nenhuma contigência que pode vir a ser cobrada no futuro, passamos por todo o escrutínio deles e ganhamos um selo de qualidade.