XP revisa Light com foco em revisão tarifária, reduz preço-alvo, mas recomenda compra

Revisão poderá impulsionar Ebitda da companhia em mais R$1,1 bilhão

Erick Souza

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(Divulgação)
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A Light (LIGT3) arrecadou cerca de R$ 1,24 bilhão em aumento de capital no processo de recuperação judicial. Como efeito desse crescimento, a demanda de investidores pela ação também subiu, o que levou a XP Investimentos a revisar suas estimativas para a companhia.

Considerando, especialmente, os cenários e variáveis ainda em aberto sobre a revisão tarifária e as possíveis mudanças regulatórias em andamento, os analistas buscaram diminuir as incertezas em novas estimativas para a Light.

De maneira geral, a casa manteve a recomendação de compra para a ação. Ao mesmo tempo, reduziu o preço-alvo para o final de 2026, saindo de R$ 6,30 por ação para R$ 5,50.

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Após a revisão tributária, por exemplo, a XP acredita que o lucro antes de juros, impostas, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) possa chegar a R$ 2,3 bilhões, contra o atual R$ 1,2 bilhão nos últimos doze meses.

Esse resultado vai depender, principalmente, do desfecho das discussões regulatórias que vedem começar em breve, com a audiência pública relacionada a perdas regulatórias e inadimplência.

A expectativa dos analistas é de que a revisão tarifária da Light traga uma atualização relevante nas perdas regulatórias reconhecidas nas tarifas da companhia. As perdas estão em torno de 41%, e podem passar para cerca de 55%-60%. Além disso, também já é esperado um aumento do WACC (Custo Médio Ponderado de Capital) regulatório e do potencial aumento do Opex regulatório.

Todos esses elementos combinados devem adicionar R$ 1,1 bilhão ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e reduzir a diferença em relação ao Ebitda regulatório em cerca de R$ 800 milhões.

Potenciais de valorização

Para além da revisão tributária, a agenda da Agência Nacional de Energia Elétrica traz alguns fatores de valorização relevantes para a Light.

A combinação da nova metodologia para perdas em áreas de alto risco e a atualização da base de dados que calcula inadimplência regulatória podem adicionar até R$ 400 milhões ao Ebitda da companhia.

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A XP incorpora em seus cálculos 50% do potencial de melhora no reconhecimento da inadimplência e das perdas em áreas de alto risco ao cenário-base.

As nova estimativas também incluem R$ 4 bilhões em prejuízos acumulados. Para os analistas, esse valor poderá reduzir o pagamento de impostos em caixa.