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LFTB11: ETF de renda fixa da Investo bate R$1 bilhão e se destaca entre os traders

O sucesso do LFTB11 impulsionou a Investo, que superou R$ 3,7 bi sob gestão e se consolida entre as principais gestoras de ETFs do país

Bruno Nadai

Ativos mencionados na matéria

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O ETF LFTB11, da gestora Investo, alcançou R$1 bilhão em custódia em menos de um ano de existência e se tornou referência entre investidores que buscam liquidez, eficiência tributária e transparência. Com base em títulos do Tesouro Selic, o fundo é hoje o maior ETF de renda fixa da casa — e um dos que mais crescem no Brasil.

“É o segundo ETF da Investo a ultrapassar a marca de R$1 bilhão sob gestão, e isso em um momento em que muitas gestoras estão encolhendo”, afirmou Cauê Mançanares, CEO e sócio-fundador da Investo, em entrevista ao InfoMoney.

Lançado com a proposta de entregar exposição máxima à Selic com volatilidade mínima, o LFTB11 se beneficiou de uma combinação de fatores: cenário de juros elevados, aumento da demanda por instrumentos de renda fixa mais inteligentes e uso estratégico por traders e instituições.

Viva do lucro de grandes empresas

Por que o LFTB11 captou tanto?

Segundo Mançanares, a proposta do LFTB11 é entregar máxima exposição à Selic com mínima volatilidade, aproveitando os benefícios tributários exclusivos dos ETFs. O fundo é majoritariamente composto por LFT (Tesouro Selic), com uma pequena parcela em NTN-B de longo prazo (Tesouro IPCA+), o que garante o enquadramento direto na alíquota de 15% de IR sobre o ganho de capital — a menor da renda fixa.

“Ao investir diretamente no Tesouro, o investidor entra na tabela regressiva, que começa em 22,5%. Com o ETF, ele já acessa direto os 15%, sem IOF e sem come-cotas”, afirmou o CEO.

Outro destaque é a liquidez diária na B3. “Enquanto o site do Tesouro pode sair do ar ou limitar horários de compra e resgate, o ETF está disponível enquanto a bolsa estiver aberta, com liquidez D+1”, acrescentou.

ETF que também serve ao trader

Engana-se quem pensa que o LFTB11 atrai apenas investidores conservadores. Embora seja um ETF de renda fixa, o fundo conquistou forte adesão entre traders e investidores institucionais pela eficiência, agilidade na alocação de caixa e possibilidade de uso como margem de garantia em operações na B3.

“Grande parte do crescimento do LFTB11 se deve ao uso como margem de garantia em operações de Bolsa. Os traders têm deságio mínimo nas corretoras e acesso a um produto que rende acima do CDI”, explicou Alessandra Gontijo, sócia-diretora comercial da Investo.

Com liquidez diária, reinvestimento automático dos cupons e tributação simplificada, o fundo se tornou uma solução prática e eficaz para quem precisa de caixa disponível, mas não quer deixar dinheiro parado.

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Foco em ETFs

Com o sucesso do LFTB11, a Investo chega a marca de R$3,7 bilhões em ativos sob gestão, sendo R$1 bilhão concentrados neste único produto — feito que reforça a tese da renda fixa via ETF e consolida a gestora como uma das mais relevantes do segmento no país.

Fundada em 2020 com foco 100% em ETFs, a Investo conta hoje com mais de 20 fundos listados na B3, cobrindo desde renda fixa local até ações globais e criptoativos. “Nosso DNA é ETF. A gente só faz isso. Por isso conseguimos criar produtos que resolvem dores reais do investidor”, disse Mançanares.

Por trás desses resultados, há uma estrutura voltada para entender as lacunas do mercado e desenvolver soluções sob medida.

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“Temos uma área de análise focada em oferecer soluções que preencham gaps do mercado e geram captação expressiva. Estamos o tempo todo pensando em como trazer o que deu certo lá fora para o mercado brasileiro”, afirmou Gontijo.

Um movimento irreversível na renda fixa

O marco de R$1 bilhão em custódia também sinaliza uma mudança no comportamento do investidor brasileiro — que até pouco tempo atrás sequer conhecia a sigla ETF. “Há alguns anos atrás, quase ninguém usava ETF no Brasil. Hoje, esse é um produto que começa a fazer parte do planejamento estrutural das carteiras, inclusive como reserva de emergência”, ressaltou o CEO.

Para Gontijo, o LFTB11 é só o começo de uma nova fase. “A gente antecipou uma tendência que é global. Nos EUA, já existem mais ETFs listados do que ações. Aqui, ainda estamos educando o mercado, mas a adesão está crescendo. O investidor está descobrindo que pode ter eficiência, transparência, liquidez e baixo custo — tudo junto em um único produto”, analisou.

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ETF nos portfólios

Na visão de Mançanares, o LFTB11 representa a forma mais eficiente de investir na taxa Selic hoje. “Não podemos prometer retorno nem recomendar investimento. Mas o LFTB11 é, sim, a forma mais eficiente de investir em títulos públicos com liquidez e simplicidade. A renda fixa cabe em qualquer portfólio. Todo investidor deveria, ao menos, considerar um ETF de renda fixa como esse no seu portfólio”, afirmou.

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