Levy quer mostrar Brasil com “nova cara” em Davos; Dilma “prefere” Bolívia

Novo ministro da Fazenda afirmou que levará ao evento a mensagem de que "o Brasil é uma economia que tem grandes recursos e com mudanças na sua política econômica"; Dilma "trocará" Davos por posse de Evo na Bolívia

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SÃO PAULO – Enquanto o novo ministro da Fazenda Joaquim Levy confirmou que deve participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, a presidente Dilma Rousseff confirmou que não irá para a cidade suíça participar do encontro com líderes empresariais e políticos. O encontro ocorre entre os dias 20 e 24 de janeiro.

Levy afirmou que levará ao evento a mensagem de que “o Brasil é uma economia que tem grandes recursos e com mudanças na sua política econômica”, destacando que irá mostrar o Brasil com novas políticas. Acrescentou falando que o País é uma economia de mercado, em que a iniciativa privada “é quem toca a banda”.

O ministro lembrou que o Brasil passa por um processo de transformação. “Temos uma geração nova, mais inserida na economia de mercado”, disse. “É um País com maturidade política”, completou. Finalizou dizendo que irá mostrar um Brasil dinâmico, ágil e atento às demandas da população.

Conforme antecipado pela imprensa, Dilma não iria para Davos para comparecer à posse do seu colega boliviano, Evo Morales, em La Paz. A informação foi confirmada pela secretaria de comunicação social da presidência. Assim, espera-se que Dilma vá para a Bolívia dia 21 e participe da posse presidencial de Evo no dia 22. Morales foi um dos nomes estrangeiros que compareceu à posse de Dilma para o segundo mandato, em 1º de janeiro. 

Em 2014, Dilma participou do Fórum e discursou por 30 minutos para uma plateia formada por líderes mundiais e empresários, mostrando um discurso otimista. Ela afirmou que o Brasil passou por uma profunda transformação social e celebrou o aumento da classe média, que passou de 37% para 55% da população desde 2003 e criou um mercado de consumo de massas, além de ter destacado a importância do controle da inflação e das contas públicas. 

Porém, de acordo com o Financial Times, o Brasil como o “grande perdedor” em Davos, enquanto o México foi eleito como o grande vencedor do encontro de investidores promovido na semana passada. 

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(Com Agência Estado) 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.