Publicidade
SÃO PAULO – O resultado do leilão de concessão do trecho da rodovia BR-101 no Espírito Santo tem impacto neutro para as ações da OHL Brasil (OHLB3) e da CCR (CCRO3), mas é negativo para a vencedora Ecodorovias (ECOR3), segundo a equipe de análise da Ativa Corretora, chefiada pela analista Luciana Leocadio.
A avaliação fundamenta-se no deságio de 45,6% sobre a tarifa teto oferecida pela empresa ganhadora do leilão, que é considerado elevado pela corretora e que surpreende boa parte do mercado. A opinião é compartilhada pelo analista da Ágora Corretora, Luiz Otávio Broad.
Sobre as propostas apresentadas pelas outras duas empresas, a Ativa afirma que ficaram dentro do esperado. Broad, por sua vez, destaca que o desconto oferecido pela OHL foi o segundo menor entre todos os grupos que disputaram o leilão. A proposta da OHL Brasil representou um deságio de 15,8% sobre a tarifa teto, enquanto a proposta da CCR apresentou deságio de 17,3%.
A operação realizada na véspera contou com a participação de mais 7 consórcios, além do vencedor formado por Ecorodovias e SBS Engenharia Infraestrutura e Logística. Os ganhadores apresentaram proposta com valor de R$ 0,03391/km, ante tarifa-teto de R$ 0,06237/km estabelecida pelo Governo.
Outro olhar
Para o analista da Ágora, o fato de a OHL não ter adquirido a concessão é positivo, uma vez que a companhia ainda está realizando investimentos altos nas últimas concessões de rodovias federais adquiridas. “Além disso, a empresa vai participar dos leilões de concessões de aeroportos”, lembra o Broad. A recomendação de compra para os papéis da OHL foi mantida.