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SÃO PAULO – O leilão de energia nova A-3, marcado para 11 de outubro, pode ser novamente adiado por falta de demanda, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.
O executivo afirmou nesta quinta-feira (13) que a demanda futura das distribuidoras apresentada à EPE foi muito pequena e não justificaria a realização da rodada em outubro.
Tolmasquim afirmou que o leilão só ocorrerá se houver uma decisão sobre as usinas do grupo Bertin que estão atrasadas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está julgando o processo.
“Se não tiver um decisão, o A-3 não tem demanda…As distribuidoras entregaram a projeção de demanda esse semana e é muito pouco e não justificaria ter. O caso Bertin é determinante para o A-3”, disse ele a jornalistas após participar do evento Energy Summit 2012.
O presidente da EPE garantiu a realização do leilão A-5, mesmo com o adiamento do A-3. Ele disse que chegou até a cogitar a possibilidade das duas rodadas serem realizadas juntas, mas não há uma definição sobre o caso.
“Temos mais uma ou duas semanas para tomar uma decisão”, declarou ele.
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Tolmasquim disse que as usinas hidrelétricas Sinop (400 MW), Cachoeira Caldeirão (219 MW), Ribeiro Gonçalves (113 MW) e as usinas do Complexo do Parnaíba estão garantidas no leilão. Já a hidrelétrica São Manoel (700 MW) não deve ser licitada neste ano.