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Lei Seca pode reduzir valor de seguros em até 20%

De acordo com presidente da Sincor-SP, queda será para segmento de automóveis e deve acontecer nos próximos seis meses

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SÃO PAULO – A Lei Seca, que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas por quem está dirigindo, poderá diminuir o valor dos seguros em até 20% nos próximos seis meses, principalmente o de automóveis, uma vez que reduzirá o número de acidentes.

“Do valor cobrado nos seguros de carros, de 20% a 25% vêm das batidas. Com a diminuição dos acidentes, a queda do preço do seguro vai de 10% a 20%”, informou o presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo), Leoncio de Arruda.

Ele afirmou que a redução dependerá do perfil do segurado, já que, para aqueles mais jovens (até 30 anos) e com veículos novos, o peso dos acidentes no valor do seguro é maior.

De acordo com ele, a redução acontecerá próximo a janeiro, mas, em meio à concorrência, pode ser que algumas seguradoras antecipem.

Reajuste menor

Para o presidente da Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros), Sérgio Petzhold, a redução no valor dos seguros será menor, de até 10%, e mais abrangente.

“Com a redução no número de acidentes, que está ocorrendo em 30% nas últimas semanas, haverá sobra de dinheiro para as seguradoras, nos ramos de danos materiais, pessoas, acidentes pessoais, vida e veículos”, diz Petzhold.

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Ele explica que, com esta redução no número de acidentes, as seguradoras irão repassar os ganhos em diminuição das tarifas para os clientes, “para que o consumidor que não está no mercado de seguros possa vir buscar essa opção”.

A lei

A nova lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho, determina que o motorista não poderá apresentar nenhum teor de álcool no sangue, caso contrário poderá ser multado em R$ 955 e perder a carteira de habilitação.

Uma pesquisa da Datafolha mostrou que, apesar da polêmica, a Lei Seca tem aprovação da maioria dos paulistanos e cariocas. Segundo o estudo, 86% são a favor da medida, enquanto apenas 11% se disseram contra, e 2% indiferentes.

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Foram entrevistadas 1.085 pessoas, sendo que 76% delas afirmaram que costumam beber fora de casa.