Publicidade
SÃO PAULO – Os consultores da LCA revisaram as projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro com projeções de 3,1% para 3,0% em 2011 e de 3,5% para 3,3% em 2012, “refletindo a desaceleração mais pronunciada do que estimávamos da atividade no final de 2011”
Além da revisão para baixo do PIB doméstico também houve uma redução na expectativa de expansão nos próximos dois anos para o PIB mundial, passando de 3,8% e 3,9% para 3,6% e 3,7% em relação a 2011 e 2012, respectivamente.
Para os especialistas, boa parte da redução na taxa esperada de crescimento do PIB nacional se deveu à Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), correspondente a 19% do PIB brasileiro. Segundo os consultores, esse é o componente com maior volatilidade da demanda agregada, com grande dependência do grau de confiança dos empresários. Um dos indicadores com expressiva redução das projeções é o de Importação de Bens e Serviços, passando de um aumento no volume de 5,5% para 2,5%.
Já a projeção para o saldo da balança comercial para o saldo da balança comercial em 2012 foi revista para cima, com um superávit de US$ 9 bilhões para US$ 21,4 bilhões, apesar da consultoria esperar uma piora significativa dos termos de troca da economia brasileira. Enquanto isso, a corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, deve avançar para 19,5% em 2011 ante 18,4% no ano anterior. Espera-se uma certa estabilidade em 2012, de 19,6%, voltando a registrar alta de 2013 em diante.
Financiamento do déficit
Apesar da projeção do déficit em conta corrente ser revisto para baixo, de 3% para 2,3% do PIB, os consultores esperam que as condições de financiamento serão mais “apertadas”. Isso se deve à expectativa da consultoria de que haja uma queda no IED (Investimento Estrangeiro Direto) de US$ 65 bilhões em 2011 para US$ 50,9 bilhões para 2012, pelo menor crescimento esperado da economia global e brasileira. A consultoria afirma também que essa queda no IED pode ocorrer devido ao comportamento mais cauteloso das empresas ao investir, com o agravamento da crise financeira e bancária europeia.
A consultoria afirma que, mesmo com menor IED, o Brasil deverá financiar o déficit com relativa facilidade, já que apresenta “elevado colchão de reservas internacionais e melhora do rating soberano. Para a equipe, não deve haver um impacto relevante sobre o câmbio, esperando apreciação entre o final de 2011 e o final de 2012 de R$ 1,75 por dólar e R$ 1,65 por dólar, respectivamente.