LCA estima crescimento do PIB no Brasil de 3,1% em 2012 e 4,3% em 2013

Para o principal indicador de inflação, o IPCA, a perspectiva é de moderada aceleração de 4,9% em 2012 e 5,1% em 2012

Publicidade

SÃO PAULO – Apesar de a elevada incerteza que ainda cerca a conjuntura europeia mostrar um cenário adverso para a economia mundial, a LCA consultores continua a antever uma reaceleração da economia brasileira ao longo do ano, depois do fraco desempenho observado na segunda metade de 2011.

De acordo com a consultoria, num contexto em que o ambiente externo ainda exercerá certo viés desinflacionário sobre a formação dos preços internos, a inflação desacelerará para perto da meta em 2012, mesmo com a atividade doméstica em reaceleração.

“Isso permitirá ao Banco Central  levar a taxa Selic para patamares de um dígito, desde que a execução fiscal seja efetivamente cuidadosa, limitando a pressão de revalorização da cotação cambial doméstica que, para a LCA, deverá se acomodar na casa de R$ 1,65 por dólar ao longo da segunda metade de 2012, subindo lentamente em 2013 para fechar o ano em R$ 1,75”, explica a LCA.

Dentro deste cenário, a LCA afirma em relatório que depois de crescer 3,1% em 2012, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deverá aumentar  4,3% em 2013. Para o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) a estimativa da consultoria é de um moderada aceleração de 4,9% em 2012 e 5,1% em 2012.

Cenário externo e aperto monetário
Apesar do cenário interno mais favorável, a LCA continua a a avaliar que, de modo a manter a inflação e as expectativas inflacionárias na zona de conforto, algum aperto monetário se fará necessário, sobretudo se a atividade global ganhar algum fôlego. “É bastante provável, a julgar pelas declarações recentes de seus dirigentes, que o Banco Central privilegiará a adoção de medidas de aperto monetário alternativas à elevação da taxa básica Selic”.

Além disso, para a LCA, a probabilidade de a conjuntura global se desviar para uma trajetória claramente mais adversa parece ter diminuído ao longo das últimas semanas. Isso ocorreu principalmente porque o BCE (Banco Central Europeu) mudou sua postura, passando a atuar como emprestador de última instância para o sistema financeiro europeu, o que reduz o risco de uma crise bancária mundial.

Continua depois da publicidade

Além disso, os Estados Unidos conseguiram contornar focos de risco político que ameaçavam a preservação da renda e a confiança dos consumidores no curto prazo e a China vem se mostrando atenta à desaceleração de sua economia, ajustando suas políticas de modo a preservar o crescimento. “Assim, reduzimos de 35% a 25% a probabilidade que atribuímos a nosso cenário alternativo adverso”.