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Lava Jato pede ressarcimento de R$ 7,3 bi; Usiminas, recomendações e mais 11 no radar

Aumento de capital não é solução definitiva para Usiminas, diz Itaú BBA; segundo o Valor, cresce vantagem da Petrobras no combustível

SÃO PAULO – O mercado ficará de olho na política brasileira após um fim de semana agitado, com a convenção do PMDB e os protestos no radar. Contudo, o noticiário corporativo segue bastante movimentado. Veja os principais destaques desta segunda-feira (14):

Usiminas
O Conselho de Administração da Usiminas (USIM5) aprovou proposta de aumento de capital no valor de R$ 1 bilhão mediante a emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias, ao preço de emissão de R$ 5 por papel, de acordo com fato relevante divulgado pela empresa na noite de sexta-feira.v

O aumento de capital é considerado essencial para evitar que a maior produtora de aços planos do Brasil seja forçada a pedir recuperação judicial diante de sua frágil situação financeira. 

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Durante reunião do conselho da siderúrgica na sexta-feira, foram discutidas duas propostas de aumento de capital: a vencedora, apresentada pela japonesa Nippon Steel, e outra sugerida pela ítalo-argentina Techint. Os dois grupos dividem o controle da siderúrgica brasileira.

O compromisso do grupo Nippon Steel de subscrever até 1 bilhão de reais na operação também está condicionado à celebração de acordos com credores que devem prever o alongamento da dívida e a concessão de prazo de carência.

A proposta da Techint ainda voltará a ser apresentada na assembleia para discutir o aumento de capital. A proposta prevê aumento de capital de até 563 milhões de reais, mediante emissão de até 100 milhões de ações ordinárias e até 100 milhões de ações preferenciais classe “A”, ao preço de 4,35 reais por ação ordinária e 1,28 real por ação preferencial classe A.

Nova reunião do conselho será realizada em 18 de março para deliberar sobre a convocação da Assembleia Geral Extraordinária e sobre o pedido apresentado pela Techint.

De acordo com o Itaú BBA, o aumento de capital não resolve principal problema da Usiminas, o fato de sua dívida ser imcompatível com a perspectiva de geração de caixa, segundo relatório de analistas do Itaú BBA. Com o aumento de capital de R$ 1 bilhão, Usiminas vai reduzir sua dívida líquida para R$ 4,9 bilhões, “o que ainda não é compatível com uma companhia que gerou R$ 500 mi em Ebitda em 2015 e deve gerar Ebitda de R$ 600 mi em 2016”.

 “Um aumento de capital adicional pode ser necessário se as perspectivas para o aço não mudarem substancialmente”, afirmam. “Acreditamos que as perspectivas para o setor de aço continuarão desafiadoras nos próximos trimestres, com preços pressionados (dadas as baixas taxas de utilização) e fraca demanda doméstica no Brasil”. A emissão provavelmente aumentará em 25% número de ações da Usiminas e reduzirá a dívida total em 12%, segundo o Itaú BBA. “Aconselhamos aos investidores que fiquem longe das ações, dado que qualquer solução para os problemas de curto prazo da empresa será de diluição aos acionistas minoritários da Usiminas, sem mencionar o momento operacional claramente desafiador que as siderúrgicas enfrentam no Brasil”.

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Petrobras
O prêmio que a Petrobras (PETR3;PETR4) tem na venda de combustíveis no mercado doméstico tem ajudado a companhia a melhorar seu fluxo de caixa, informa o jornal Valor Econômico. Graças à variação do dólar e os sucessivos reajustes nos preços internos, a gasolina vendida nas refinarias brasileiras custava, até 7 de março, 36,5% mais que no Golfo do México, ao passo que a diferença no diesel era favorável à estatal brasileira em 46,4%. As informações são do CBIE (Centro Brasileiro de Infra Estrutura) e foram divulgadas no jornal Valor Econômico.

Ainda de acordo com a reportagem, um estudo do JP Morgan estima que cada apreciação de 10% do real, aumenta em US$ 3 bilhões a geração de caixa da Petrobras. O CBIE calcula que, de novembro de 2014 a janeiro de 2016, a Petrobras conseguiu recuperar R$ 16,6 bilhões com a venda de gasolina e diesel acima dos preços internacionais, mas ainda não teria recuperado as perdas de 2011 a 2014.

Além disso, a força-tarefa da operação Lava Jato propôs no sábado ação de improbidade administrativa contra as empresas e executivos do grupo Odebrecht e de ex-funcionários da Petrobras, que pede o ressarcimento aos cofres públicos de R$ 7,3 bilhões.

A ação tem como base acusações de que as empresas do grupo Odebrecht pagaram propinas para serem favorecidas em licitações da estatal. Entre os citados estão os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque da Petrobras, e Marcelo Bahia Odebrecht e Marcio Faria da Silva do grupo Odebrecht.

Por outro lado, o impasse continua sendo a palavra que resume o momento da Sete Brasil. Após três reuniões inconclusivas entre cotistas, outro encontro foi marcado para 28 de março. Conforme conta o jornal Valor Econômico, enquanto os sócios privados querem levar a companhia à recuperação judicial, a maioria dos acionistas ligados à União é contra. Os bancos credores assumiram conversas com a Petrobras na tentativa de uma solução que possibilite ao menos a recuperação parcial dos valores envolvidos.

 Enquanto isso, o Ultra, dono da rede de postos Ipiranga, Ultragaz e outras companhias, está interessado em uma fatia da BR Distribuidora, líder em distribuição de combustíveis do Brasil. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a Liquigás também interessa a concorrentes como o Ultra e a Copagaz. Inicialmente, o interesse da estatal seria abrir o capital da BR Distribuidora, mas o cenário adverso para o ingresso no mercado de capitais tem forçado novas alternativas, como a busca por investidores minoritários. Já a Brookfield, conta o jornal, estaria interessada em todos os negócios da área de distribuição da estatal, assim como a fatia da Braskem.

Braskem
De acordo com informações do jornal Valor Econômico, a chinesa CNOOC (China National Offshore Oil Corporation) também estaria interessada na compra da participação da Petrobras na Braskem, que também poderá contar com duas americanas na disputa: Dow e ExxonMobil. A lista de interessados na fatia também conta com Brookfield e Saudi Arabian Oil Company. Apesar do cenário que aponta para uma grande disputa de tubarões do mercado pela participação na Braskem, espera-se demora para o negócio por conta dos direitos garantidos à controladora Odebrecht em um acordo de acionistas

BR Properties
A GP Investments (GPIV33) confirmou a intenção de realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) de até 70 por cento do capital social da BR Properties (BRPR3) ao preço de 10 reais por ação ordinária, de acordo com comunicado divulgado na noite de domingo.

Segundo cronograma indicativo divulgado pela GP, a publicação do edital deve ocorrer em 28 de março e a realização do leilão da oferta em 11 de maio.

CCR
Segundo o Valor, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) inicia hoje a audiência pública que vai discutir os parâmetros do aditivo contratual da NovaDutra, concessionária controlada pela CCR (CCRO3) que administra a Rodovia Presidente Dutra, principal ligação entre as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Durante a audiência pública, serão apresentados cinco cenários diferentes, com investimentos que vão de R$ 1,7 bilhão a R$ 3,4 bilhões, a depender do volume de obras incluído no aditivo. 

Contax
A Contax (CTAX4) informou que obteve todas as autorizações formais de seus credores financeiros e debenturistas para alongamento de sua dívida, como parte de um plano maior de reestruturação da companhia. A dívida líquida da Contax estava em R$ 1,03 bilhão em setembro do ano passado, enquanto a dívida bruta da empresa chegava a R$ 1,54 bilhão.

Linx
A Linx (LINX3) foi rebaixada de outperform para market perform
pelo Itaú BBA.

Copasa
A Copasa (CSMG3) teve sua recomendação elevada de underperform para manutenção pelo Santander. O banco lembra que a Arsae-MG (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais) iniciou a Consulta Pública para recolher contribuições sobre a 1ª Etapa da Revisão Tarifária Periódica da companhia. Os resultados dos cálculos estimam um aumento médio de 10,18% nas tarifas de água e esgoto. O preço-alvo foi de R$ 17,72 para R$ 18,58. 

Vale
A Samarco, joint venture entre a Vale (VALE3;VALE5) e a BHP Billiton informou que tem  caixa para cobrir retomada da operação e multas e afirmou que  espera ter recursos necessários para pagar os desastres ambientais e multas e para a retomada de suas operações até o quarto trimestre, disse o presidente Roberto Carvalho. 

Mesmo com patamares reduzidos de produção, companhia terá condições de atender todos os compromissos financeiros, disse ele em entrevista por telefone para a Bloomberg.

Oi
A Oi (OIBR4) teve o rating rebaixado de B para CCC pela Fitch. O rebaixamento reflete crescente possibilidade de que a Oi tenha de promover uma reestruturação de suas dívidas no curto prazo, informa a agência. 


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