Latam: BBA eleva preço-alvo para US$ 74 e mantém recomendação de compra

Banco elevou projeções após resultados do segundo trimestre e vê potencial de retorno de 42% para as ações da companhia

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O Itaú BBA reforçou sua recomendação de compra para as ações da Latam Airlines e elevou o preço-alvo para o fim de 2026 de US$ 72 para US$ 74. Segundo o banco, o papel continua entre seus favoritos, mas ainda é pouco acompanhado pelos investidores brasileiros.

Para os analistas do BBA, a Latam reúne fundamentos sólidos, elevada liquidez e uma relação risco-retorno atrativa. No cenário-base traçado pelo banco, a ação apresenta potencial de retorno total de 42%.

Além da elevação do preço-alvo, o Itaú BBA aumentou em 3% sua estimativa para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Latam.

Segundo os analistas, a revisão foi motivada pela surpresa positiva nos resultados do segundo trimestre. Com a nova projeção, o banco passou a estimar um Ebitda cerca de 2% acima do teto da faixa de guidance divulgada pela companhia.

A projeção de lucro líquido para 2026 também foi revisada para cima, em 5%, alcançando US$ 1,7 bilhão. Para 2027, no entanto, o banco adotou uma postura mais conservadora.

Considerando uma menor necessidade de reajustes tarifários no próximo ano, o BBA reduziu suas estimativas de receita e ajustou para baixo as projeções de Ebitda e lucro líquido para o período. Ainda assim, suas projeções permanecem cerca de 7% acima do consenso de mercado para ambos os indicadores.

Avaliação da companhia

Com uma relação dívida líquida/Ebitda de 1,5 vez, o Itaú BBA avalia que a Latam dispõe de amplo espaço para manter a remuneração aos acionistas como prioridade. O banco estima um dividend yield de 5,5% em 2026, com potencial para superar 10% em 2027.

Negociada a 4,7 vezes EV/Ebitda projetado para 2026, a companhia apresenta uma avaliação considerada atrativa pelo banco, especialmente diante do crescimento implícito de 20% do Ebitda esperado para 2027.

O modelo do BBA considera uma distribuição de dividendos de 30% do lucro líquido, mas vê espaço para que esse percentual chegue a aproximadamente 50%.

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Para os próximos dias, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços do petróleo devem ser os principais fatores a influenciar o comportamento das ações da Latam, segundo o banco.

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Erick Souza
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