Lagarde admite possibilidade de deixar BCE antes do fim do mandato

A presidente da autoridade monetária afirmou que uma voz europeia precisa ser ouvida no debate presidencial de 2027, mas minimizou uma candidatura própria no momento

Reuters

Presidente do BCE, Christine Lagarde, durante entrevista coletiva em Frankfurt
18/12/2025 REUTERS/Heiko Becker
Presidente do BCE, Christine Lagarde, durante entrevista coletiva em Frankfurt 18/12/2025 REUTERS/Heiko Becker

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FRANKFURT, 3 Jul (Reuters) – A ⁠presidente do Banco Central Europeu, Christine ⁠Lagarde, afirmou que ainda é possível que ‌ela deixe o cargo antes do fim de seu mandato, no final de 2027, para se ‌envolver na política francesa, mas que concorrer às próximas eleições presidenciais da França não está “no momento” em seus planos.

Respondendo a uma pergunta do jornal francês Les Échos sobre se ela descartaria a ⁠possibilidade ‌de deixar o cargo antecipadamente, talvez para ⁠participar da política francesa, ela disse: “É possível. Acredito que uma voz europeia precisa ser ouvida no debate presidencial francês.”

Lagarde já havia minimizado rumores sobre renúncia, dizendo que o capitão de ​um navio não abandonaria o comando em tempos turbulentos, enquanto a inflação disparava devido ao ​aumento do preço do petróleo provocado pela guerra no Irã. Ela afirmou na ocasião que sua posição inicial era permanecer no cargo até o término de seu mandato, no final ‌de outubro de 2027.

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Embora não tenha ​repetido essa afirmação, ela pareceu descartar a possibilidade de concorrer às eleições francesas em 2027.

Quando questionada se apoiaria um candidato ⁠ou se ​concorreria ela ​própria, ela disse inicialmente: “Vou refletir sobre isso”, e em seguida acrescentou: “Estou ⁠brincando. Não acho que ​isso esteja na agenda no momento.”

Ela disse que sua principal função seria levar uma perspectiva europeia para a ​política nacional.

“Eu falaria com uma voz francesa e europeia, porque sou profundamente ambas as ​coisas”, disse ⁠Lagarde sobre seu possível papel nas eleições.

“Eu diria a eles que ⁠a França deve desempenhar um papel decisivo no futuro econômico do nosso continente. E que, sem esse ambiente europeu e essa âncora, nossas perspectivas econômicas seriam, no mínimo, incertas”, disse ela.

(Reportagem de Balazs ​Koranyi)

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