Small Cap predileta

Kroton repete 1º lugar em recomendação entre small caps em dezembro

Suzano e MRV invertem de posição mas se mantêm entre as ações small caps mais citadas nas carteiras recomendadas no último mês do ano

SÃO PAULO – Seguindo o bom momento para a companhia, as ações da Kroton (KROT3) se mantiveram no topo entre carteiras recomendadas compiladas pelo Portal InfoMoney com base no índice de small caps da bolsa para dezembro, e ainda aumentou seu número de citações de cinco para sete entre as 30 carteiras participantes deste mês.

Já os papéis preferenciais classe A da Suzano Papel (SUZB5) mantiveram as mesmas cinco recomendações do mês, porém, caíram do segundo para o terceiro lugar na compilação. Eles foram ultrapassados pela MRV Engenharias (MRVE3), que era a terceira em novembro com quatro votos e passou para segundo lugar com seis citações.

Do quarto ao décimo segundo lugar, todas as companhias tiveram três citações. Os destaques ficam para as ações da Anhanguera (AEDU3) e EzTec (EZTC3), que passaram de apenas uma recomendação em novembro, para três nesse mês. Completam o topo do ranking os papéis da Lojas Marisa (AMAR3), JHSF (JHSF3), Iochpe Maxion (MYPK3), Marcopolo (POMO4), Randon (RAPT4), Totvs (TOTS3) e Valid (VLID3).

Kroton: bons resultados e cenário positivo
Mesmo com um ótimo ano para a companhia, que acumula uma valorização de 137,9% no período, os papéis da empresa continuam muito bem vistos pelos analistas. A ação da empresa já era a mais recomendada entre small caps no mês passado – vale mencionar que na época os papéis recomendados eram o KROT11, mas como a companhia concluiu sua migração para o Novo Mercado, todas as suas ações listadas na Bovespa foram convertidas para KROT3.

Para a equipe do J. Safra, o preço das ações não incorporaram totalmente os números apresentados no balanço do terceiro trimestre. Com resultados bastante animadores e bem acima das expectativas, os analistas acreditam que o cenário deve levar a uma nova rodada de revisão de estimativas para cima.

Além disso, para o BTG Pactual, o setor de educação continua atravessando um momento bastante favorável. O FIES, programa do governo voltado a incentivar o financiamento do ensino superior, é apontado como grande ponto positivo para um aumento de ingressantes nas instituições de ensino, junto com incentivos do governo. As projeções são de que o cenário deve continuar favorável para os papéis no curto prazo.

MRV: incentivos do governo devem ajudar
Embora com uma performance mais tímida que a primeira colocada no ano, a MRV também tem tido um ano positivo na bolsa, com alta de quase 18% em seus papéis até o momento – batendo alguns players de maior valor de mercado no seu setor, como Brookfield (BISA3), PDG (PDGR3) e Rossi (RSID3). Porém, incentivos do governo no setor de construção favorecem uma visão de que as ações ainda podem subir mais.

Para a Coinvalores, a projeção é de crescimento estável para a companhia nos próximos anos, ficando acima do PIB e até mesmo da média do setor, por conta do segmento de atuação, que deve continuar sendo um dos focos de crescimento da construção civil no Brasil, junto com as obras de infraestrutura. Os analistas projetam uma geração de caixa marginalmente positiva para a MRV, e que deve crescer nos anos seguintes.

Suzano: recuperação continua e volta ao Ibovespa
Para os analistas da Socopa, apesar da recuperação no último mês, a visão é de que ainda há espaço para as ações no investimento a longo prazo. Para a corretora, atual preço dos papéis já incorpora o alto endividamento da empresa e as projeções são de que a alavancagem da empresa deve convergir para níveis mais aceitáveis, ficando ao redor de 3,0x dívida líquida/Ebitda.

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Outro ponto que pode ajudar na valorização de SUZB5, de acordo com a Gradual Investimentos, é o retorno da ação à carteira teórica do Ibovespa em setembro, que está elevando a liquidez do papel, com o movimento dos fundos indexados ao índice.

Outras recomendações
Além das ações já citadas, entre as recomendações ainda estão os papéis da BR Brokers (BBRK3), BR Insurance (BRIN3), Coelce (COCE5), Estácio (ESTC3), Even (EVEN3), Grendene (GRND3), Iguatemi (IGTA3), Mills (MILS3), OHL Brasil (OHLB3), OSX Brasil (OSXB3), SLC Agrícola (SLCE3), Santos Brasil (STBP11) e Sulamérica (SULA11), todas com duas citações.

Com um voto cada, fecham a lista de recomendações o Banco ABC Brasil (ABCB4), Alpargatas (ALPA4), Aliansce (ALSC3), Brookfield (BISA3), Banco Panamericano (BPNM4), Banrisul (BRSR6), Fleury (FLRY3), Gafisa (GFSA3) Metal Leve (LEVE3), Le Lis Blanc (LLIS3), Magnesita (MAGG3), OdontoPrev (ODPV3), PDG Realty (PDGR3), Paranapanema (PMAM3), QGEP (QGEP3), Qualicorp (QUAL3) e Localiza (RENT3) e Vanguarda Agro (VAGR3).

Metodologia InfoMoney
Ao todo, 30 carteiras de bancos e corretoras foram utilizadas para este levantamento. Os portfólios selecionados foram: Ativa, BB Investimentos, BI&P, Bradesco (2 carteiras), BTG Pactual, Coinvalores, Fator (2 carteiras), Geração Futuro, Geral, Gradual, HSBC, Inva Capital, Omar Camargo (2 carteiras), PAX, Planner, Rico, Safra, SLW (3 carteiras), Socopa, Souza Barros, TOV, Um, XP (2 carteiras) e WinTrade.

Entre todas as carteiras publicadas pela InfoMoney em dezembro, nesta compilação apenas não foram considerados os portfólios com sugestões de ações que tenham perspectiva de pagamento de proventos.

Cabe mencionar que, segundo a BM&FBovespa, “as empresas que, em conjunto, representarem 85% do valor de mercado total da bolsa são elegíveis para participarem do índice MLCX (Mid Large Caps). As empresas que não estiverem incluídas nesse universo são elegíveis para participarem do índice SMLL. Não estão incluídas empresas emissoras de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e empresas em recuperação judicial ou falência”.