Kroton e Usiminas são estrelas da nova semana de alta da Bolsa; Petrobras e Tim afundam

Entre os destaques ainda estiveram os papéis da Petrobras, que fecham a semana pós-Carnaval no vermelho e do Banco do Brasil, que também fecha com perdas nestes três dias

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SÃO PAULO –  A Bolsa continuou em clima de Carnaval e fechou a semana com ganhos – esta que foi reduzida, com apenas três dias de pregão e com sessão reduzida na quarta. O Ibovespa fechou nesta sexta-feira (20) sua terceira semana de alta, com ganhos de 1,19%, a 51.237 pontos. Entre os destaques estiveram novamente as ações das educacionais, que fecharam com forte valorização em meio às expectativas do mercado sobre os possíveis anúncios de mudanças no Fies (programa de financiamento estudantil), que foram “deixados para depois” após o falecimento da mãe do ministro da educação, Cid Gomes, que adiou sua volta à Brasília.

Ainda nos holofotes dos investidores estiveram também as ações da Usiminas, que após a divulgação de seu balanço trimestral teve fortes ganhos na Bolsa, com o investidor ainda de olho na briga societária entre as duas companhias do bloco de controle da siderúrgica, que deverão ter ainda mais capítulos na semana que vem com a reunião dos acionistas da Usiminas no dia 24. Para ver os principais ganhos e perdas desta semana, acesse a ferramenta do InfoMoney “altas e baixas” clicando aqui.

Veja os principais destaques da semana de Carnaval:

Altas

Usiminas (USIM5, R$ 4,07, +13,06%)
Após seis semanas seguidas de perdas, as ações da Usiminas chegaram a sua terceira semana de alta, no topo dos ganhos do Ibovespa. Após cair forte com o adiamento de seu balanço trimestral, as ações passaram a subir com o acordo dos acionistas para a divulgação, que ocorreu nesta quarta. A siderúrgica revelou um prejuízo de R$ 117 milhões no quarto trimestre do ano passado, contra lucro de R$ 47 milhões no mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a empresa conseguiu manter ganhos de R$ 208 milhões no ano passado, contra R$ 17 milhões em 2013. No setor, os papéis da CSN (CSNA3, R$ 5,27, +8,66%), Gerdau (GGBR4, R$ 10,21, +0,99%), Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 11,08, +0,64%) e Bradespar (BRAP4, R$ 13,72, +1,40%), holding que detém participação na Vale, acompanharam o movimento.

No entanto, os holofotes do mercado permanecem na briga societária da companhia, que continua se estendendo. Os acionistas controladores da companhia, Ternium – Techint e Nippon Steel, devem retomar a disputa na Justiça na próxima terça (24), segundo o Valor. Eles irão se defrontar outra vez na 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O tribunal vai julgar o requerimento da Ternium de recondução de três executivos afastados de seus cargos em setembro do ano passado. Em outubro, o desembargador Vicente Silva manteve a decisão do afastamento, negando a liminar pedida pela Ternium. Contribuiu ainda para a arrancada semanal um movimento de “short squeeze” nesta sexta, o que fez com que os papéis disparassem.

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Educacionais
As educacionais tiveram mais uma semana de fortes ganhos em meio à expectativa sobre os possíveis anúncios de mudanças sobre o Fies, que foram deixados “para depois”. Destaque para as ações da Kroton (KROT3, R$ 11,60, +8,41%), Estácio (ESTC3, R$ 19,20, +7,26%) e Anima (ANIM3, R$ 20,98, +9,61%). O mercado aguarda que o Ministério da Educação divulgue as novas regras dos programas de financiamento estudantil. A expectativa é que seja autorizado um reajuste de tarifas escolares acima da inflação (com teto em 6,5%). Segundo o Valor, o ministro Cid Gomes adiou o retorno do Carnaval após falecimento de sua mãe, o que adia também o anúncio das mudanças. 

Marcopolo (POMO4, R$ 2,45, +5,15%)
A semana de Carnaval também foi positiva para as ações da Marcopolo, que após renovarem seu menor fechamento histórico (R$ 2,20) na última semana, fecharam entre os principais ganhos semanais do Ibovespa nesta sexta. O movimento de ganhos ocorreu após a companhia informar que seu conselho de administração irá votar no dia 23 de fevereiro uma recompra de ações. 

Eletrobras (ELET3, R$ 5,26, +3,54%; ELET6, R$ 6,61, +8,18%)
A estatal que vinha de fortes quedas junto com outras companhias de energia que foram impactadas com o temor do mercado sobre o racionamento, aproveitou o novo “rally” da Bolsa, que fecha em sua terceira semana de ganhos, para seguir a valorização. A companhia teve cinco dias seguidos de altas; mesmo assim, os papéis registram desvalorização de mais de 19% neste ano. 

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Vale (VALE3, R$ 22,62, +0,62%; VALE5, R$ 19,45, +0,57%)
Mesmo apresentando produção recorde de minério de ferro, níquel, cobre e outro no quarto trimestre de 2014, a Vale fecha a semana quase no zero a zero em meio à expectativa dos investidores para os resultados trimestrais da mineradora, que deverão ser divulgados na semana que vem.

Segundo a Guide Investimentos, a produção foi recorde em 2014, mas a evolução é limitada pela forte retração no preço dos insumos no mercado. Dessa forma, a atenção volta-se para o resultado da companhia, que é esperado para ser divulgado dia 26 de fevereiro, antes da abertura do mercado. No balanço, a manutenção de margens e a contenção de custos e despesas serão pontos-chaves para verificar se a empresa está se adaptando a nova realidade de preços do minério e outras commodities, comentou. 

Quedas

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Petrobras (PETR3, R$ 9,54, -2,45%; PETR4, R$ 9,67, -3,20%)
As ações da Petrobras voltaram ao negativo nesta semana pós-Carnaval. Com noticiário agitado, o mercado reagiu à informação de que a agência de classificação de risco Moody’s fará nova avaliação da nota (rating) de crédito da companhia até o fim do mês, como afirmou o vice-presidente e analista sênior de crédito soberano da empresa, Mauro Leos.

No radar, a companhia deve renegociar alguns importantes contratos de aluguel de plataformas com fornecedores, informa uma reportagem de O Estado de S. Paulo. Além disso, o Soros Fund Management, escritório familiar do gestor bilionário George Soros, informou que se desfez no quarto trimestre do ano passado de 60% de participação que detinha nos ADRs (American Depositary Receipts) da estatal.

Fechando a semana, hoje o Bradesco BBI cortou o preço-alvo das ações da petroleira, de R$ 16 para R$ 13 para o fim de 2015. O banco revisou também para baixo a projeção de lucro e produção da companhia em 2015 e 2016. Ainda ocorre nesta sexta a primeira audiência do caso da ação coletiva aberta por investidores da companhia nos Estados Unidos a partir das 17h (horário de Brasília).

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Tim (TIMP3, R$ 12,38 -3,28%)
A companhia fechou a semana no negativo em meio ao anúncio de seu plano de investimentos de 2015 e 2017. A Telecom Italia, dona da TIM, divulgou a elevação dos seus investimentos no Brasil em novo plano estratégico, projetando alta contínua no lucro operacional no país no período de 2015 a 2017. Os investimentos da TIM somarão mais de R$ 14 bilhões (ou mais de 4 bilhões de euros) no período, dentro de plano total da Telecom Italia de cerca de 14,5 bilhões de euros para os três anos, sendo aproximadamente 10 bilhões de euros na Itália. Logo após a divulgação, o presidente da Telecom Italia, Marco Patuano, disse, em evento que ocorre em Londres para apresentar os números, que não há “espaço extra” para a Oi (OIBR4, R$ 6,50, -3,56%).

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,97, -1,19%)
Entre as perdas do Ibovespa nesta semana ainda estiveram as ações do BB, que foram pressionados na quarta-feira por um forte movimento de venda liderado pelo Bank of America Merrill Lynch, que encerrou a sessão com saldo vendedor de 2,5 milhões de ações, conforme apurou o InfoMoney. O movimento pode sinalizar a saída de algum grande player (provavelmente, investidor estrangeiro). O banco operou descolado com os seus pares na Bolsa, Bradesco (BBDC4, R$ 37,01, +1,12%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,89, +1,10%). 

Outros destaques 
Alguns ativos também chamaram atenção nesta semana, como foi o caso da Natura (NATU3, R$ 28,30, +5,84%), que após divulgar resultados que vieram abaixo do que era aguardado pelo mercado caiu bastante, e, nesta semana se recupera na Bolsa, fechando entre os ganhos do Ibovespa. Outro ativo que chamou atenção foi o do BB Seguridade (BBSE3, R$ 31,72, +5,98%), que após terem recomendação elevada pelo JPMorgan de neutra para overweight (desempenho acima da média), fecharam também no topo positivo do índice.