Kroton e Anhanguera disparam, OGX sobe 18% e Sabesp cai 5%; veja destaques

Empresas de educação subiram mais de 7% com parceria anunciada; Bradesco fechou estável a R$ 32,30 após divulgado do resultado do 1º trimestre

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SÃO PAULO – O Ibovespa fechou com o dia de forma positiva, com alta de 0,68%, aos 54.297 pontos, após chegar a recuar 0,94%. O movimento é apoiado pela forte alta das ações da OGX Petróleo (OGXP3) e também da Petrobras (PETR3; PETR4) – que chegou a cair, mas inverteu para o positivo durante a tarde.

Os papéis da petrolífera do grupo EBX, de Eike Batista, fecharam esta segunda-feira (22) com alta de 18,38%, aos R$ 1,61, com as novidades sobre o interesse da Lukoil – 4ª maior petroleira privada do mundo – deve comprar 40% do capital da OGX. A operação deve ser finalizada até o começo de maio, para que a companhia russa possa participar da 11ª rodada de licitações para áreas de exploração de petróleo, programados para os dias 14 e 15 e que oferecerá 289 blocos, segundo informações da Folha de S. Paulo.

De acordo com a publicação, a Lukoil esquadrinha os números da OGX desde o início do ano. Para isso, foi montado um data room – banco de dados com informações estratégicas da companhia. No momento, os advogados estão debruçados sobre detalhes como obrigações trabalhistas e conteúdo local.

Outras empresas do Grupo também encerraram a sessão no positivo: MMX Mineração (MMXM3, +3,48%, R$ 2,08), LLX Logística (LLXL3, +1,03%, R$ 1,97) e CCX Carvão (CCXC3, +5,43%, R$ 3,69). A única exceção foi a MPX Energia (MPXE3), que recuou 0,87%, para R$ 9,15.

Veja também: Com alta de 18% da OGX, fortuna de Eike na bolsa volta a bater os R$ 10 bilhões

Kroton e Anhanguera: disparada de mais de 7% após associação
Fora do Ibovespa, o destaque fica com o setor de educação. Após Kroton (KROT3) e Anhanguera (AEDU3) celebrarem nesta manhã um acordo de associação que pode dar origem a uma das maiores companhias de educação do mundo, as ações das duas empresas chegaram a subir mais de 10% no pregão da BM&FBovespa.

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Os papéis da Kroton avançaram 8,38%, cotados a R$ 27,25, enquanto os da Anhanguera tinham valorização de 7,76%, valendo R$ 36,80 cada. Com esse fechamento, as ações da Kroton atingiram sua maior cotação histórica. Nas máximas do dia, AEDU3 chegou a subir 9,78% quando estava cotada a R$ 37,49 por ação, enquanto KROT3 disparou 12,09% quando chegou a valer R$ 28,18.

Segundo fato relevante divulgado nesta manhã, a associação se dará mediante a incorporação de ações da Anhanguera pela Kroton. A relação de troca será de 1,364289 papéis da Kroton para cada 1 da Anhanguera. A conclusão, contudo, depende da prévia apreciação e aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Veja mais: Análise: Kroton e Anhanguera se unem e criam gigante de R$13 bi em educação

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Petrobras sobe em meio à preocupações do mercado
Durante a manhã a Petrobras apresentava um desempenho negativo na bolsa após a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível) mostrar preocupação com queda da produção da empresa. Os papéis ordinários chegaram a recuar 1,43%, a R$ 16,50, enquanto os preferenciais atingiram queda de 1,68%, a R$ 18,17.

Porém, durante a tarde, os papéis inverteram para o positivo e ajudaram a sustentar os ganhos do Ibovespa. Com isso, as ações PETR3 encerraram o pregão com alta de 2,51%, aos R$ 17,16, enquanto as preferenciais subiram 1,57%, para R$ 18,77.

Mesmo que fosse esperado pelo mercado, a equipe de análise da XP Investimentos comenta que a preocupação permanece com o declínio dos campos antigos, ainda que exista a exectativa da entrada de três navios plataformas para elevar a produção.

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Segundo a corretora, apostar num incremento de produção em 2013 seria acreditar que não só os navios plataformas entraram em produção dentro do cronograma, mas que a Petrobras conseguirá aumentar sua produtividade em campos cuja curva de produção já atingiu sua maturação.

Sabesp: pior pregão desde novembro com adiamento de repasse
Já do lado negativo do índice, as ações da Sabesp (SBSP3) tiveram o pior pregão desde novembro do ano passado após o governo do estado de São Paulo pedir ao controlador da empresa para postergar a autorização para repasse na fatura dos serviços de valores referentes aos encargos municipais. Os papéis da companhia recuaram 5,29%, a R$ 87,79, fechando com o pior desempenho entre as ações do Ibovespa.

Na última sexta, a companhia foi informada pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) de sua deliberação, que posterga a autorização para repasse na fatura dos royalties que, por força de contratos, devam ser considerados na revisão tarifária.

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O analista da Omar Camargo, Felipe Rocha, explica que o valor repassado dos royalties pela Sabesp ao governo seriam considerados na revisão, o que levaria a um aumento das tarifas ao consumidor. Entretanto, de modo a estudar a mitigação dos efeitos deste repasse ao consumidor, o governo estadual pediu um tempo maior para avaliar os efeitos dos repasses para a conta do consumidor.

Ultrapar chega a cair 3,3% com veto do Cade
Já as ações da Ultrapar (UGPA3) reagiram de maneira negativa à notícia da última sexta-feira de que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) reprovou a compra da empresa uruguaia American Chemical pela Oxiteno Indústria e Comércio, controlada pela Ultrapar.

Com isso, os papéis da companhia apresentaram queda de 1,02% na bolsa, cotados a R$ 53,22. Na mínima do dia, atingiram recuo de 3,29%, a R$ 52,00. A queda ocorre após o bom desempenho dos papéis nas últimas sessões, acumulando 5% de alta em 7 dias.

Segundo o Cade, a aquisição pode prejudicar a concorrência no mercado de lauril éter sulfato de sódio (LESS), substância que é usada em produtos de limpeza e higiene, como detergentes, xampus e sabonetes líquidos. Tanto a Chemical quanto a Oxiteno comercializam esse produto em todo o Mercosul e, juntas, deteriam mais de 60% de participação nesse mercado. O caso segue para análise do tribunal, que dará a decisão final.

Bradesco fecha estável após resultado do 1° trimestre
O Bradesco (BBDC4) anunciou nesta segunda-feira que teve lucro líquido de R$ 2,919 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 4,5% sobre o mesmo período de 2012 e praticamente dentro do esperado pelo mercado.

Em bases recorrentes, o lucro do segundo maior banco privado do país foi de R$ 2,943 bilhões no período, avanço anual de 3,4%. A previsão média de dez analistas consultados pela Reuters apontava que o lucro do Bradesco nesse critério seria de R$ 2,98 bilhões.

Segundo os analistas Mario Pierry, Marcelo Cintra e Tito Labarta, do Deutsche Bank, a fraca geração de receitas nos meses de janeiro a março foram compensadas por baixos custos e melhora na qualidade de ativos. Entretanto, o mercado não foi muito otimista com os números e as ações fecharam estáveis a R$ 32,30, mas chegaram a recuar 1,08%, a R$ 31,95.

Souza Cruz cai 1,8% após queda nas vendas
Antecipando a divulgação de resultados, a Souza Cruz (CRUZ3) reportou nesta segunda-feira seus números não auditados do primeiro trimestre. A fabricante de cigarros registrou queda de 6,3% na receita líquida entre os meses de janeiro a março, para R$ 1,419 bilhão. Em reflexo, as ações da companhia caíram 1,80%, a R$ 29,95.

O lucro líquido, por sua vez, cresceu 2,6% no período, indo para R$ 454 milhões. O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) saltou 3,8%, indo de R$ 679 milhões para R$ 705 milhões, enquanto a margem Ebitda (Receita líquida/Ebitda) passou de 47,9% para 49,7%, aumento de 1,8 ponto percentual.

Segundo a analista Juliana Rozenbaum, do Itaú BBA, os números da empresa vieram abaixo das expectativas, com destaque para o volume de cigarros, que caiu 23,4% no período, enquanto a estimativa era de recuo de 13%.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.