Klabin vê recompra de ações como alternativa importante em alocação de capital

Teixeira afirmou que a Klabin investiu cerca de R$30 bilhões nos últimos 10 ​anos em ampliação de capacidade, modernização de equipamentos

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Foto: Klabin/Divulgação
Foto: Klabin/Divulgação

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SÃO PAULO, 6 Ago (Reuters) – ⁠A produtora de papel e ⁠celulose Klabin avalia que a recompra de ações ‌é uma alternativa importante de alocação de capital para o grupo, em um momento em ‌que a empresa não tem grandes projetos de investimento e mantém perspectiva de ingressar em um ciclo de crescimento na geração de caixa.

Porém, a empresa não prevê alterar sua política de retorno ⁠aos ‌acionistas, que hoje paga o centro da ⁠faixa de 10% a 20% da geração de caixa, disse o presidente-executivo, Cristiano Teixeira, nesta quinta-feira, durante conferência com analistas após a publicação dos resultados de segundo trimestre da ​companhia na quarta-feira.

Teixeira afirmou que a Klabin investiu cerca de R$30 bilhões nos últimos 10 ​anos em ampliação de capacidade, modernização de equipamentos e entrada em novos segmentos de mercado, e que no horizonte dos próximos cinco anos a empresa não tem projetos de ‌investimentos transformacionais do grupo.

Em vez disso, ​a empresa mantém os planos de usar um previsto aumento na geração de caixa advinda dos investimentos para redução ⁠de dívida e ​retorno aos ​acionistas, disse a diretora financeira, Gabriela Woge.

Em um prazo de 10 ⁠anos, porém, Teixeira disse ​que a Klabin segue ‘confiante (sobre planos de investimento) em fibra longa em Santa Catarina’.

A empresa tem há alguns ​anos estudado a possibilidade de investir em um projeto bilionário de expansão de ​capacidade de produção ⁠de celulose fluff em Santa Catarina. Em 2022, o projeto previa ⁠capacidade de entre 1 milhão e 1,2 milhão de toneladas, das quais 500 mil a 600 mil seriam de celulose fluff, usada em produtos que incluem fraldas.