Balanços em destaque

Klabin (KLBN11) não vê normalização de curto prazo na logística; ações caem pelo segundo dia após balanço

Após abrirem em alta no início da sessão de ontem, as ações da empresa viraram para queda à tarde e mantêm hoje movimento de desvalorização

Por  Augusto Diniz -

A Klabin (KLBN11) apontou que as dificuldades logísticas se intensificaram no final do ano passado, com baixa expectativa de normalização no curto prazo na logística.

Em teleconferência com analistas de mercado nesta quinta-feira (10), para comentar o balanço do quarto trimestre, que veio em linha com as expectativas,  Cristiano Teixeira, Ceo da Klabin, disse que o ultimo trimestre é sazonalmente forte no mercado:

“A economia global se recuperava dos impactos da covid-19, quando teve nova inquietação com a chegada da variante ômicron, causando interrupções na cadeia produtiva de abastecimento e falta de mão de obra, além das dificuldades operacionais em embarques logísticos verificadas no trimestre”.

Mesmo assim, o executivo informou que a empresa mostrou resiliência e foi favorecida pela flexibilidade no mix de vendas entre regiões.

Sobre o primeiro trimestre deste ano, Cristiano destacou que ele “é sazonalmente moderado, caminha mais lento e o mercado global sente o recesso do Ano Novo chinês”.

Papel ondulado

O presidente da Klabin (KLBN11), Cristiano Teixeira, destacou durante teleconferência com analistas nesta quinta-feira (10) que o papel ganhou uma dinâmica diferente nos últimos anos.

Ontem, as ações da companhia abriram que alta, mas viraram ao longo da tarde, após divulgar balanço em linha com expectativas.

Na sessão desta quinta-feira, os papéis recuaram 1,16%, a R$ 24,74, na contramão do Ibovespa, que subiu 0,8%.

“O papel, principalmente na dinâmica do e-commerce, demostrou ser um produto de uma versatilidade incrível. Ele vai ganhando espaço de substituição de outros materiais, seja para embalagem primária como secundária”, diz.

“Não tenho nenhuma dúvida sobre a transição do varejo tradicional para o e-commerce, tipo dois dígitos ao ano. No Brasil está ganhando muito força”, disse o executivo a analistas do mercado.

Segundo ele, o papel ondulado e papel para embalagem, com as características que a Klabin oferece, mais leves e sustentáveis, é uma tendência global.

Força com pandemia

O papel ondulado, usado para todo tipo de embalagens, está num patamar alto e ganhou muita força no segundo semestre de 2020 e primeiro do ano passado, influenciado pela sua utilização na pandemia.

Em 2021, a receita líquida de embalagens de papel ondulado da Klabin alcançou crescimento de 73%, mas o resultado do 4T21 foi -3% em relação ao trimestre anterior.

“As expedições de papel ondulado no Brasil que eram de 3,6 milhões de toneladas já está na ordem de 4 bilhões de toneladas. Já houve crescimento substancial”, ressalta.

Cristiano diz que a Klabin tem expectativa de crescimento do papel ondulado pelas condições macroeconômicos do País, com estímulo maior de consumo e geração de renda.

Em comunicado ao mercado divulgado terça-feira (9), a Klabin informou da ampliação da Unidade Horizonte, no Ceará, de produção de embalagens de papelão ondulado, com investimento total de R$ 188 milhões.

Capex Klabin (KLBN11)

Durante teleconferência, a Klabin (KLBN11) informou que em 2022 o Capex da empresa será de R$ 4,8 bilhões, sendo R$ 2,75 bilhões no Projeto Puma II.

O Projeto Puma II consiste na adoção de mais duas linhas de máquina na unidade de Ortigueira, no Paraná. A primeira máquina está em rump up desde 30 de agosto último. Já a segunda máquina está com 14% de avanço, com start-up previsto para 2T 2023.

Até o momento já foi investido R$ 7,8 bilhões no projeto e o total a ser aplicado alcançará R$ 12,8 bilhões.

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