Papel e celulose

Klabin (KLBN11) eleva preços da celulose de fibra curta na China a partir de abril; BBI espera que outros players façam o mesmo

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado de celulose permanece favorável à luz da restrição de oferta relevante

Por  Equipe InfoMoney

A Klabin (KLBN11) anunciou um aumento de US$ 100 a tonelada (t) nos preços da celulose de fibra curta (usada normalmente a produtos menos rígidos, como papel para impressão e para escrever e papéis tissue) na China, para US$ 780 a tonelada a partir de abril, segundo o jornal Valor Econômico. De acordo com o chefe da divisão de celulose da Klabin, Alexandre Nicolini, a demanda chinesa está mais forte do que o esperado e os preços de revenda estão atualmente em cerca de US$ 840 a tonelada.

O Bradesco BBI espera que outros players façam o mesmo.

Depois que os produtores de celulose de fibra longa aumentaram os preços em US$ 100/t para US$ 990 a 1.000/t nas últimas semanas na China, analistas do banco esperavam que os preços da celulose de fibra curta se recuperassem pelo menos parcialmente, já que viam um spread de cerca de US$ 300/t entre as fibras como insustentável, enquanto o ambiente de oferta permanece muito apertado.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado de celulose permanece favorável à luz da restrição de oferta relevante (interrupções, gargalos logísticos, baixos estoques de celulose de consumo).

Eles ressaltam ainda que os preços do papel também terão tendência de alta nos próximos meses, uma vez que os fabricantes de papel estão sob forte pressão (produtos químicos, custos de energia). De fato, as produtoras de papel integradas APP e APRIL anunciaram na semana passada que estão buscando aumentos de aproximadamente US$ 150/t no preço da celulose da madeira até maio.

A Suzano (SUZB3) é a principal escolha do BBI em Papel e Celulose na América Latina, seguida por CMPC e Klabin.

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