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O principal destaque desta sexta-feira (22) é a posse de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), em cerimônia que contará com a participação do presidente americano Donald Trump. O evento está previsto para às 12h (horário de Brasília) e deve ser acompanhado de perto pelos mercados em busca de sinais sobre a futura condução da política monetária americana.
Ainda no cenário internacional, o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, referente à leitura final de maio, também concentra atenções. Além disso, a fala do diretor do Fed Christopher Waller, em Frankfurt, pode trazer novas sinalizações sobre o cenário monetário americano.
Na agenda doméstica, investidores acompanham a reunião trimestral do Banco Central com economistas, com participação de Paulo Picchetti e Nilton David, em meio ao debate sobre os próximos passos da política monetária brasileira. Também ganha relevância a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas pelo Ministério do Planejamento e pela Fazenda, documento importante para avaliar a condução fiscal do governo e as perspectivas para o cumprimento das metas fiscais.
O mercado ainda monitora a possibilidade de divulgação de uma nova pesquisa presidencial Datafolha, que pode influenciar a percepção de risco político nos ativos brasileiros.
Enquanto isso, no noticiário corporativo, a Copasa esteve entre os destaques negativos da última sessão após anunciar uma oferta de ações que pode abrir caminho para a privatização da companhia. Já o Ibovespa fechou em alta modesta na quinta-feira, marcada por expectativas envolvendo negociações entre Estados Unidos.
O que vai mexer com o mercado nesta sexta
Agenda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia a agenda desta sexta-feira às 9h, no Palácio do Planalto, com reunião com o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Marco Aurélio Marcola, e o chefe adjunto de Agenda, Oswaldo Malatesta. Na sequência, às 10h, participa de uma reunião de coordenação sobre a Aliança Global Contra a Fome, também no Planalto.
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Às 13h30, Lula embarca para o Rio de Janeiro a partir da Base Aérea de Brasília, com chegada prevista às 14h50 no Aeroporto Santos Dumont. O principal destaque da agenda ocorre às 16h, quando o presidente concede entrevista ao programa “Sem Censura”, compromisso que deve ser acompanhado de perto pelo mercado e pelo meio político em busca de sinalizações sobre economia, cenário fiscal e articulações do governo.
Estados Unidos
11:00 — Confiança do consumidor
Período: Maio
Previsão: 48,2
INTERNACIONAL
Avanço nas negociações EUA-Irã
Os Estados Unidos e o Irã sinalizaram progresso nas negociações para pôr fim à guerra, mas permanecem em desacordo sobre o estoque de urânio enriquecido de Teerã e os pedágios no Estreito de Ormuz.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou na quinta-feira que havia “bons sinais” de que um acordo para pôr fim ao conflito estava próximo, mas alertou que qualquer acordo desse tipo seria “inviável” se o Irã insistisse em medidas para controlar permanentemente a navegação pelo Estreito de Ormuz.
Polônia
Os Estados Unidos enviarão mais 5.000 soldados para a Polônia, disse o presidente norte-americano, Donald Trump, nesta quinta-feira.
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Trump, em uma postagem no Truth Social, citou seu relacionamento com o presidente nacionalista conservador da Polônia, Karol Nawrocki, como a razão por trás de sua decisão de enviar tropas adicionais.
Gastos de Trump
Senadores republicanos dos Estados Unidos abandonaram nesta quinta-feira os planos de votar um projeto de lei de financiamento do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) em um ato de revolta contra uma das prioridades do presidente Donald Trump: um fundo de US$1,8 bilhão para vítimas da “instrumentalização” do governo, incluindo condenados por crimes durante o tumulto no Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Como resultado, o Senado abandonou a votação de projeto de lei de US$72 bilhões que financiaria o programa de deportação em massa de imigrantes de Trump, adiando a votação para junho.
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BRASIL
Renegociação de dívidas
O novo Desenrola promoveu, até o momento, a renegociação de R$12 bilhões em dívidas de famílias, com descontos médios entre 80% e 85%, disse nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Em entrevista à imprensa, Durigan afirmou que cerca de 449 mil débitos foram quitados à vista, com dívidas de R$1,06 bilhão caindo a R$154 milhões. Outras 685,5 mil operações foram refinanciadas, com débitos de R$9 bilhões que foram a R$1,36 bilhão após a renegociação.
Transferências voluntárias
O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a um dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que estabelece que os municípios de até 65 mil habitantes não dependem mais de adimplência fiscal para celebrar transferências voluntárias. A votação ocorreu nesta quinta-feira, 21, em sessão conjunta de senadores e deputados, em Brasília.
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O trecho da LDO diz que “a emissão de nota de empenho, a realização das transferências de recursos e a assinatura dos instrumentos, bem como a doação de bens, materiais e insumos, não dependerão da situação de adimplência do município de até sessenta e cinco mil habitantes”. Ao vetar a regra, o governo alegou que há “vício de inconstitucionalidade” e que a obrigação de adimplência está prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)