Justiça dos EUA pressiona UBS em busca de revelações sobre impostos

Banco admite ao governo que ajudou clientes a sonegar, mas se recusa a divulgar nomes; chairman deve deixar cargo

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SÃO PAULO – A Justiça norte-americana está fechando o cerco contra o UBS sobre a questão da evasão de impostos, e deve ouvir um de seus executivos ainda nesta quarta-feira (4), que testemunhará perante uma comissão do Senado.

Apesar de o banco suíço ter ajudado “alguns” de seus clientes, quase 52 mil, a escapar da Receita Federal, ele está se recusando a divulgar os nomes de todos os participantes no esquema. Até agora, a instituição aceitou divulgar apenas 250 nomes.

Essa resistência imposta pelo UBS, além da operação montada nos Estados Unidos, mostra que a legislação e o acordo entre os governos dos EUA e da Suíça sobre os impostos é ineficaz, afirmou um senador do partido democrata.

Novo presidente

Outro tema chama atenção dos funcionários e acionistas do banco nesta quarta-feira. Além da notícia sobre a audiência no Senado, o atual presidente do Conselho, Peter Kurer, disse que não tentará a reeleição na próxima assembleia, em abril.

Kurer, que assumiu o posto no final do ano passado para substituir Marcel Ospel, deixará seu lugar para Kaspar Villiger, um ex-ministro das Finanças da Suíça. A mudança completará o processo de renovação da estrutura administrativa do UBS.

Vale lembrar que, durante a última semana, Oswald Grubel foi nomeado como o novo CEO (Chief Executive Officer) da instituição. Grubel ocupou o lugar de CEO do Credit Suisse por sete anos, no período entre 2000 e 2007.