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SÃO PAULO – O mercado continua pressionando a dívida italiana nesta quinta-feira (13), apesar do bem sucedido leilão de títulos do país no mercado primário. O Tesouro da Itália pagou menos para se financiar em uma oferta de € 6,5 bilhões em bônus, o teto máximo pretendido, nesta manhã.
Foram emitidos € 4 bilhões em papéis para três anos, com rendimento médio a 2,75% – abaixo dos 4,65% do último leilão. Trata-se da menor taxa paga pela Itália para títulos deste vencimento desde outubro de 2010. A relação entre oferta e demanda ficou em 1,49 vez, antes 1,73 vez do leilão passado.
A Itália também vendeu € 1 bilhão em dívida para cinco anos, com yield médio de 3,71%, e € 1,5 bilhão com vencimento em 2026, os quais saíram com remuneração média de 5,32%. As taxas foram de 4,60% e 5,90%, respectivamente, nos leilões anteriores.
| País | Rendimento | Variação | Spread vs. Bund* |
|---|---|---|---|
| Grécia | 20,59% | -0,73% | +19,01 |
| Portugal | 8,06% | -0,28% | +6,48 |
| Itália | 5,05% | +0,40% | +3,47 |
| Espanha | 5,68% | +1,16% | +4,10 |
| França | 2,18% | -1,09% | +0,60 |
| Alemanha | 1,58% | -1,67% | – |
* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg
Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, enquanto a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.
Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.