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SÃO PAULO – Os rendimentos exigido pelos investidores para comprar dívida de Espanha e Itália têm rumos opostos nesta quinta-feira (9), depois que a agência de classificação de risco DBRS decidiu reduzir a nota de crédito desses dois países na noite de quarta. Enquanto os juros dos papéis italianos registram forte queda, os dos bônus espanhóis sobem moderadamente.
O rating espanhol foi rebaixado em dois níveis, para A-. Ao mesmo tempo, a classificação italiana caiu um degrau, para A. A agência justificou as ações de rating citando uma deterioração das perspectivas de crescimento das duas economias.
Nesta quinta-feira, o dia é marcado por especulações sobre medidas de estímulo à economia por parte de bancos centrais. Essa expectativa foi alimentada pelo abrandamento da inflação e da produção industrial na China.
| País | Rendimento | Variação | Spread vs. Bund* |
|---|---|---|---|
| Grécia | 24,34% | +0,28% | +22,88 |
| Portugal | 10,01% | -0,02% | +8,55 |
| Itália | 5,82% | -1,27% | +4,36 |
| Espanha | 6,88% | +0,16% | +5,42 |
| França | 2,08% | -0,86% | +0,62 |
| Alemanha | 1,46% | -0,42% | – |
* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg
Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, enquanto a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.
Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.