Juros futuros sobem com melhora do cenário externo e estímulos do governo

Queda na taxa de desemprego norte-americano e redução de alíquota de impostos pelo governo brasileiro guiaram dia positivo

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SÃO PAULO – As taxas dos principais contratos de juros futuros registraram alta nessa sexta-feira (2), com o mercado repercutindo as boas notícias vindas dos EUA, que apresentou queda na taxa de desemprego em 0,4 ponto percentual, para 8,6%. Além disso, o anúncio feito na véspera pelo governo brasileiro – com a criação de um pacote de estímulos para a economia – também repercutiu positivamente pelos investidores.

O ministro da Fazenda Guido Mantega, em pronunciamento na última quinta-feira (1), anunciou que o Governo decidiu cortar de 2% para zero o IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) sobre os investimentos externos em ações – tanto oferta primária (IPO) quanto no mercado secundário. O pacote de estímulos do governo também inclui a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para produtos da linha branca, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar.

Segundo os economistas da LCA Consultores, é bastante difícil dimensionar o impacto das medidas de estímulo recém-anunciadas pelo governo. “Em primeiro lugar, não podemos deixar de considerar um eventual efeito de antecipação de consumo, além de uma demanda ‘nova’ “, avaliam.

Caso isso ocorra, parte relevante do crescimento da demanda que seria esperado para 2012 se deslocaria para este último mês do ano – até mesmo porque a sazonalidade das vendas em dezembro favorece isso. Assim, o impacto sobre a atividade em 2011 é nitidamente positivo, mas poderia ser negativo sobre 2012, avaliam os economistas.

Já quanto ao cenário externo,  Relatório de Emprego divulgado pelo Departamento de Trabalho dos EUA reportou que a economia norte-americana registrou abertura de 120 mil postos de trabalho em novembro, resultado ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado, que estimava uma alta de 123 mil postos no período.

No entanto, a taxa de desemprego caiu 0,04 p.p e atingiu a marca de 8,6%, contrariando a expectativa do mercado, que esperava manutenção da taxa em 9%. 

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Agenda econômica nacional
Nesta manhã a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou que o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), fechou o mês de novembro com inflação de 0,60%. Das sete classes de despesas, quatro registraram aumento entre a leitura anterior e atual do índice. São elas: Transportes (de 0,13% para 0,24%), Despesas Pessoais (de 1,27% para 1,31%), Vestuário (de 1,08% para 1,36%) e Saúde (de 0,36% para 0,46%).

Já o  IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)  divulgou que a produção da indústria nacional recuou 0,6% em outubro frente a setembro na série com ajuste sazonal. Esse foi o terceiro resultado negativo nesse tipo de comparação, acumulando perda de 2,6% nesse período.

Contrato de janeiro de 2013 fechou com taxa de 9,78%
O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,78%, 0,04 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.

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A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de juros futuros na BM&F:

Vencimento Taxa atual Taxa anter Diferença Contr Neg
 Janeiro de 2012 10,87 10,87 0,00 93.072 
 Fevereiro de 2012 10,75 10,74 +0,01 55.205 
 Março de 2012 10,62 10,61 +0,01 2.510 
 Abril de 2012 10,43 10,41 +0,02 72.256 
 Julho de 2012 10,05 10,05 0,00 99.545
 Outubro de 2012 9,87 9,83 +0,04 845 
 Janeiro de 2013 9,78 9,74 +0,04 457.312 
 Abril de 2013 9,80 9,75 +0,05 8.063 
 Julho de 2013 9,88 9,82 +0,06 51.041 
 Outubro de 2013 9,99 9,91 +0,08 80 
 Janeiro de 2014 10,08 10,00 +0,08 270.617 
 Abril de 2014 10,20 10,12 +0,08 3.910 
 Julho de 2014 10,29 10,14 +0,15 970 
 Outubro de 2014 10,36 10,26 +0,10 115