Juros futuros seguem em alta, apesar do cenário externo favorável

Indicadores da economia norte-americana indicam inflação próxima das expectativas e redução da atividade econômica

Publicidade

SÃO PAULO – Apesar da melhora do cenário externo, as taxas dos contratos de DI futuro negociados na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) seguem em alta nesta quinta-feira, após a Fundação Getúlio Vargas divulgar o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) da semana passada.

O IPC-S é um índice de preços ao consumidor computado em um período de trinta dias, encerrado na metade da semana anterior à sua divulgação. Segundo a FGV, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) avançou 0,68%, acima do resultado anterior que foi de 0,64%.

Esta variação foi a maior registrada entre as últimas cinco apurações. Apesar do avanço, apenas duas classes de despesas que fazem parte do índice apresentaram alta: habitação e transportes.

Initial Claims sobe acima das expectativas do mercado

O Departamento de Trabalho norte-americano divulgou o Initial Jobless Claims referente à semana terminada em 26 de março. O indicador, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, registrou 350 mil pedidos, acima das expectativas, que eram de 320 mil. O índice revisado da semana anterior acusou 330 mil pedidos.

Este índice serve como indicador do nível de atividade econômica dos Estados Unidos. A elevação desse índice aponta para uma redução da atividade econômica, o que pode reduzir as pressões inflacionárias e, conseqüentemente, diminuir a necessidade de elevação do juro básico.

Inflação nos EUA um pouco acima das expectativas

Também foi divulgado nesta quinta-feira o PCE – Price Index, que mede o comportamento dos preços dos itens utilizados para consumo pessoal no país. O indicador é seguido de perto pelo Fed, o banco central norte-americano, no acompanhamento da inflação.

Continua depois da publicidade

O índice registrou um aumento de 0,3% nos preços em fevereiro, o que representa uma aceleração na comparação com a alta de 0,2% apontada pelo indicador revisado de janeiro. O resultado ficou 0,1 ponto percentual acima das projeções do mercado.

Contrato de janeiro de 2006 indica taxa de 19,36%

O contrato de juros de maior liquidez hoje, com vencimento em janeiro de 2006, aponta uma taxa de 19,36%,
0,04
ponto percentual acima
do fechamento de quarta-feira. O número de contratos negociados chega a 171.001.

Outros contratos com bom volume negociado são o com vencimento em abril de 2006, que registra taxa de 19,16%
e o de outubro de 2005, com taxa de 19,54%. No fechamento de quarta-feira, as taxas apontadas
por estes contratos eram
19,09% e
19,53%, respectivamente.

Taxa do contrato de abril de 2005 sobe para 19,19%

Já o contrato com vencimento mais próximo, o de abril de 2005, aponta taxa de 19,19%, acima da taxa de 19,18%
registrada no último fechamento.

A seguir confira as taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:

Vencimento Taxa atual Taxa Anterior Diferença Contr Neg
Abril de 2005 19,19 19,18 +0,01 385
Julho de 2005 19,45 19,43 +0,02 25.055
Outubro de 2005 19,54 19,53 +0,01 35.281
Janeiro de 2006 19,36 19,32 +0,04 171.001
Abril de 2006 19,16 19,09 +0,07 47.115
Julho de 2006 18,95 18,83 +0,12 200
Outubro de 2006 18,69 18,59 +0,10 200
Janeiro de 2007 18,43 18,38 +0,05 27.217
Abril de 2007 18,28 18,20 +0,08 300
Julho de 2007 18,10 18,06 +0,04 15
Janeiro de 2008 17,85 17,77 +0,08 3.735