Juros futuros se dividem e contratos mais longos sobem na BM&F

Mercados acompanharam indicador de inflação interno e desdobramentos da crise da Zona do Euro

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SÃO PAULO – As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam perto da estabilidade nos vencimentos mais curtos e com alta nos contratos mais longos nesta sexta-feira (16). A agenda brasileira do dia apresentou poucos indicadores relevantes, com os mercados acompanhando no front interno o indicador de inflação. Já no cenário externo, os investidores seguiram de olho nos desdobramentos da crise da Zona do Euro e indicadores positivos vindos dos Estados Unidos. 

Nessa sexta-feira, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 15 de dezembro que registrou variação de 0,72%, taxa 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da apurada na última semana. Os dados revelam que este foi o maior resultado desde a primeira semana de setembro de 2011, quando o indicador registrou alta de 0,74%.

Nesta apuração, cinco das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. As principais contribuições para este movimento partiram dos grupos Alimentação (0,94% para 1,27%) e Transportes (0,20% para 0,43%).

Segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, os dados divulgados pela FGV “jogam lenha na fogueira da discussão dos preços no país”, intensificada pela temporada de chuvas, que pode levar a um aumento dos preços agrícolas. Porém, as metas de inflação não devem ser tão preocupantes para o Banco Central, já que as variações acumuladas em 12 meses dos IGPs (Índice Geral de Preços) estão em franca queda, ”evidenciando assim o que o BC resolveu rebatizar de ‘convergência'”, conclui.

Cenário externo
No cenário internacional, a agência de classificação de risco Fitch anunciou na véspera o rebaixamento do rating da dívida de seis grandes bancos dos Estados Unidos e da Europa, entre eles o Bank of America Merril Lynch (de A+ para A), Goldman Sachs (de A+ para A) Barclays (AA- para A), BNP Paribas (de AA- para A+), Credit Suisse (de AA- para A) e Deutsche Bank (de AA- para A+). 

Já na Itália, o pacote de austeridade fiscal proposto pelo governo de Mario Monti recebeu a aprovação no voto de confiança perante a câmara baixa – formada por deputados – do parlamento de seu país nesta sexta-feira (16).

Com uma grande maioria de 495 votos a seu favor, ante os 88 contra, o plano prevê cortes de gastos e aumento nos impostos, em um processo que deverá reforçar as contas públicas em € 30 bilhões até 2014.

Por fim, dos Estados Unidos, a evolução dos preços ao consumidor, mensurada pelo CPI (Consumer Price Index), registrou estabilidade em novembro, frente às expectativas do mercado de inflação de 0,1%. Enquanto isso, o Core CPI, que exclui os itens mais voláteis, como energia e alimentação, teve avanço de 0,2%, frente a alta de 0,1% esperada.

Contrato de janeiro de 2013 fechou com taxa de 9,90%
O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,90%, sem alteração em relação ao fechamento de quinta-feira.

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A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de juros futuros na BM&F:

Vencimento Taxa atual Taxa anter Diferença Contr Neg
 Janeiro de 2012 10,86 10,85 +0,01 5.155 
 Fevereiro de 2012 10,70 10,70 0,00 3.005
 Março de 2012 10,56 10,55 +0,01 5.375
 Abril de 2012 10,38 10,39 -0,01  43.240
 Julho de 2012 10,05 10,07 -0,02 53.660
 Outubro de 2012 9,93 9,93 0,00 875 
 Janeiro de 2013 9,90 9,90 0,00 191.662 
 Abril de 2013 9,97 9,96 +0,01 3.721 
 Julho de 2013 10,07 10,04 +0,03 13.249 
 Outubro de 2013 10,21 10,15 +0,06 210 
 Janeiro de 2014 10,31 10,28 +0,03 127.175 
 Abril de 2014 10,44 10,39 +0,05 1.265 
 Julho de 2014 10,54 10,49 +0,05 1.420 
 Outubro de 2014 10,61 10,56 +0,05 120