Juros futuros operam praticamente estáveis, com leve viés de baixa

O pessimismo do mercado quanto ao crescimento econômico das economias mundiais podem trazer recuos para os juros longos

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SÃO PAULO – As taxas dos principais contratos de juros futuros operam nesta sexta-feira (9) na BM&F próximas da estabilidade, porém com leve tendência de queda, principalmente nos contratos mais longos, com os agentes repercutindo a agenda doméstica do dia e refletindo ainda o aperto monetário do Copom (Comitê de Políticas Monetárias), anunciado na última quarta-feira.

A decisão do Banco Central, em aumentar a taxa de juros em 25 pontos base, não surpreendeu o mercado. Assim, os consultores da LCA analisam que no comunicado feito pelo BC reafirmando que o ajuste das condições monetárias será estendido por tempo “suficientemente prolongado”, para garantir a meta da inflação em 2011.

Para o mercado de juros futuros, a LCA acredita que haverá queda na inclinação, com sustentação das taxas de curto prazo. Já, os de longo prazo, podem sofrer recuos devido ao pessimismo externo com o crescimento econômico.

Consultores esperam fim do aperto monetário em julho
A consultoria avalia que, com os sinais de desaceleração e de melhoria no quadro inflacionário das economias brasileira e mundial nos próximos meses, “é mais provável o encerramento do ciclo de aperto em julho, com mais uma alta de 25 pontos base”.

Segundo os consultores para que a autoridade monetária reitere o comprometimento em trazer a inflação para a trajetória de metas, será preciso uma dose adicional de aperto nas condições monetárias.

Por fim, a LCA não descarta a possibilidade de novos ajustes, além da próxima reunião em julho. Essa análise é feita pelo fato de o BC retirar do comentário divulgado a expressão “neste momento”, o que para os consultores pode significar que a Selic encerre o ano de 2011 acima de 12,50%

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Desemprego na indústria e vendas no varejo caem
Na agenda do dia, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que as vendas do comércio varejista apresentaram queda de 0,2% em abril, na comparação com março, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio. Segundo o estudo, o resultado, com ajuste sazonal, é o primeiro negativo depois de 11 meses de crescimento.

O IBGE informou ainda que a taxa de emprego na indústria brasileira recuou 0,1% em abril ante o mês anterior, na série livre de influências sazonais. Em contrapartida, a taxa aumentou 1,7% na comparação com o mesmo mês de 2010.

Para os consultores da Rosenberg, apesar das perspectivas para a produção, emprego e produtividade na indústria nos próximos meses não serem muito positivas – “basicamente, deve continuar de lado”, o que não se aplica às folhas de salário real, que são beneficiadas, adicionalmente, pela inflação sazonalmente baixa.

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Contrato de janeiro de 2013 indica taxa de 12,47%
O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, aponta uma taxa de 12,47%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira. O número de contratos negociados chega a 66.920. 

Outros contratos com bom volume negociado são o com vencimento em janeiro de 2012, que registra taxa de 12,40% e o de janeiro de 2014, com taxa de 12,33%. No fechamento de quinta-feira, as taxas apontadas por estes contratos eram 12,40% e 12,36%, respectivamente.

A seguir confira as taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F: 

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 Vencimento   Taxa atual   Taxa Anterior   Diferença   Contr Neg 
 Julho de 2011 12,15 12,15 0,00 1.520 
 Agosto de 2011 12,19 12,19 0,00 10
 Setembro de 2011 12,27 12,26 +0,01 15 
 Outubro de 2011 12,32 12,32 0,00 20.125 
 Janeiro de 2012 12,40 12,40 0,00 21.200
 Abril de 2012 12,47 12,48 -0,01 2.105 
 Julho de 2012 12,50 12,52 -0,02 14.633 
 Janeiro de 2013 12,47 12,49 -0,02 66.920
 Abril de 2013 12,45 12,46 -0,01                   130
 Julho de 2013 12,43 12,46 -0,03 4.570
 Janeiro de 2014 12,33 12,36 -0,03 26.705