Juros futuros fecham em alta, com dados do mercado de trabalho interno e dos EUA

No Brasil, IBGE aponta taxa de desemprego em 8,9% em abril; nos EUA, pedidos por auxílio-desemprego superam projeções

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SÃO PAULO – Se ajustando à baixa observada na véspera, as taxas dos contratos de DI futuro encerraram a sessão desta quinta-feira (21) em alta na BM&F Bovespa. Nesta data, as atenções dos investidores se voltaram para novos dados acerca do mercado de trabalho interno e externo, números da dívida pública interna e reunião da autoridade monetária japonesa.

De acordo com a Pesquisa Mensal do Emprego, apurada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego no País ficou em 8,9% no quarto mês do ano. A medida foi um pouco inferior à apuração do mês anterior, quando o indicador registrou 9%.

Já nos EUA, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho norte-americano, foram registrados 631mil novos pedidos de auxílio-desemprego na última semana. O número ficou acima das projeções do mercado, que esperava por 625 mil novos pedidos.

Meirelles: mercado de câmbio

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O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, declarou que o aumento do fluxo de dólares para o País pode acabar estimulando um comportamento de “euforia excessiva” no mercado cambial, podendo causar prejuízos para os grandes investidores que acreditam na tendência de valorização da divisa brasileira.

“Não estamos criando desequilíbrios para combater a crise”, declarou Meirelles. O presidente do BC ainda projetou que o saldo brasileiro ao final deste período de turbulência proverá o País de condições para que o crescimento acelere de maneira expressiva ainda ao final deste ano e no seguinte.

Dívida pública e crédito

O estoque total da DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal Interna) teve queda de R$ 6 bilhões, ou 0,47%, em abril na comparação com o mês anterior, encerrando o quarto mês do ano em R$ 1,261 trilhão. Os dados foram divulgados pelo Banco Central em sua Nota de Mercado Aberto.

O índice da qualidade do crédito do consumidor, segundo pesquisa da Serasa Experian, fechou o primeiro trimestre de 2009 com 79 pontos. No último trimestre de 2008, esse número era de 78,8 pontos. O indicador avalia, em uma escala de zero a 100, a qualidade de crédito do consumidor: quanto maior, melhor a qualidade.

Europa e Japão

Na reunião do Bank of Japan, ficou decidido que a autoridade monetária japonesa não irá aumentar o volume de estímulos à economia, mesmo após o país ter observado a maior contração de seu PIB (Produto Interno Bruto) da história, retração de 4% no primeiro trimestre.

Na Europa, a notícia de que o BCE (Banco Central Europeu) cogita compra de bônus corporativos e ativos comerciais em um total de € 125 bilhões ainda em maio, o dobro do acordado num primeiro momento, também chamou a atenção do mercado nesta data.

Contrato de janeiro de 2010 fechou com taxa de 9,33%

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O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2010, registrou uma taxa de 9,33%, 0,07 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:

VencimentoTaxa atualTaxa AnterDiferençaContr Neg
Junho de 200910,1410,10+0,043.805
Julho de 20099,839,82+0,0110.945
Agosto de 20099,669,62+0,042.110
Setembro de 20099,529,47+0,054.510
Outubro de 20099,429,36+0,0639.905
Janeiro de 20109,339,26+0,07139.345
Abril de 20109,389,29+0,091.135
Julho de 20109,509,37+0,135.170
Outubro de 20109,679,53+0,1430