Juros futuros caem acompanhando exterior com dados de emprego dos EUA e guerra

Taxas dos DIs fecham em queda com mercado reagindo à criação de vagas acima do esperado no exterior e alívio geopolítico momentâneo, favorecendo ativos de risco e o real

Reuters

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SÃO PAULO, 8 ⁠Mai (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) ⁠corrigem os ganhos da véspera e exibiam recuo ‌no final da tarde desta sexta-feira, em linha com a queda dos rendimentos dos Treasuries, impulsionada por dados ‌fortes de emprego dos Estados Unidos, em meio a um cenário geopolítico ainda indefinido.

A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,605%, ante o ajuste de 13,644% da sessão anterior, ao fim da tarde desta sexta. ⁠Na ‌ponta longa da curva a termo, a taxa ⁠do DI para janeiro de 2035 estava em 13,71%, ante o ajuste de 13,782%.

O rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — cedia 3 pontos-base, a 4,364%.

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Relatório oficial de empregos ​dos EUA divulgado pela manhã veio acima do esperado, reduzindo as expectativas de aumento da taxa de juros ​pelo Federal Reserve neste ano entre os analistas, o que impulsionou queda dos rendimentos dos Treasuries.

Os EUA abriram 115.000 postos de trabalho fora do setor agrícola em abril, quase o dobro dos 62.000 estimados por ‌economistas em pesquisa da Reuters, enquanto ​a taxa de desemprego permaneceu em 4,3%.

O mercado também avaliou a possibilidade de um cessar-fogo entre os EUA e o Irã se manter, ⁠apesar da intensificação ​dos combates ​depois que as forças dos dois países entraram em confronto no Golfo Pérsico ⁠e os Emirados Árabes Unidos ​sofreram novos ataques.

Nesse contexto, os ativos de risco acabaram sendo favorecidos mundo afora, impulsionando os ativos domésticos como um todo, ​com o dólar caindo contra o real e a bolsa brasileira registrando ganhos, com as ​ações também respondendo ⁠à divulgação de balanços corporativos.

‘Os sinais são mistos em relação ao cenário externo, ⁠com o mercado ainda atento aos sinais de novas tensões. A soma de incerteza global em relação a guerra com o cenário de dólar mais fraco favoreceu o DI e o real’, disse Felipe Tavares, economista-chefe da BGC ​Liquidez.

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