Juros futuros avaliam indicadores internos e externos e fecham em queda

No Brasil, produção industrial sobe 1,3% em maio; nos EUA, economia perde 467 mil postos de trabalho no mês de junho

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SÃO PAULO – Abandonando a indefinição observada nas duas últimas sessões, as taxas dos contratos de DI futuro encerraram a quinta-feira (2) em queda na BM&F Bovespa.

Em dia de agenda movimentada, chamaram a atenção do mercado novos números acerca da inflação no País, assim como dados da indústria brasileira. Lá fora, os destaques da sessão ficaram por conta de indicadores do mercado de trabalho norte-americano e de ações de política monetária na Europa.

A Pesquisa Industrial da Produção Física, formulada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou variação positiva de 1,3% na produção industrial doméstica em maio frente a abril. No acumulado do ano, o indicador aponta crescimento de 7,8% para o setor.

No âmbito inflacionário, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), mostrou inflação de 0,13% em junho, o que representa desaceleração de 0,33 ponto percentual frente a última apuração. O índice veio abaixo da mediana das projeções do último relatório Focus.

Estados Unidos

Nos EUA, o Relatório de Emprego, divulgado pelo Departamento de Trabalho norte-americano, mostrou que a economia do país perdeu 467 mil postos de trabalho em junho. O resultado representa o décimo oitavo recuo consecutivo de vagas.

A taxa de desemprego atingiu 9,5%, número superior aos 9,4% registrados no mês anterior. Já os ganhos por hora trabalhada permaneceram estáveis, enquanto o mercado esperava uma alta de 0,1%. Por sua vez, a média de horas trabalhadas por semana (Average Workweek) se apresentou em 33,0 horas, um pouco abaixo das 33,1 antecipadas pelo mercado.

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Por fim, o Initial Claims registrou 614 mil novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA durante a última semana. O número ficou em linha com as expectativas do mercado, que estavam em torno de 615 mil. No entanto, cabe ressaltar que o índice ficou abaixo da medição passada, que foi revisada para 630 mil.

Europa

Neste dia, o mercado também avaliou a decisão do Banco Central Europeu de manter inalterada sua política monetária ao optar pela permanência da taxa básica de juro da Zona do Euro no patamar de 1,0% ao ano.

A decisão reflete o fraco desempenho econômico da região nos últimos tempos, em decorrência da crise econômica mundial. Nesta sessão, fora revelada também a taxa de desemprego na Zona do Euro, que atingiu o maior nível em 10 anos, aos 9,5%.

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Ainda na Europa, o Banco Central da Islândia decidiu manter a taxa básica de juro em 12% ao ano, enquanto os analistas de mercado esperavam um corte de 100 pontos-base, para 11% ao ano.

Contrato de janeiro de 2011 fechou com taxa de 9,92%

O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 9,92%, 0,05 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.

A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:

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Vencimento Taxa atual Taxa Anter Diferença Contr Neg
Agosto de 2009 9,00 9,02 -0,02 10.780
Setembro de 2009 8,86 8,88 -0,02 10.685
Outubro de 2009 8,81 8,83 -0,02 16.220
Novembro de 2009 8,81 8,82 -0,01 11.605
Janeiro de 2010 8,78 8,78 0,00 50.110
Abril de 2010 8,93 8,96 -0,03 6.725
Julho de 2010 9,17 9,22 -0,05 49.545
Outubro de 2010 9,56 9,62 -0,06 2.395
Janeiro de 2011 9,92 9,97 -0,05 175.240