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Os juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos subiram com força nesta terça-feira (20), na volta do feriado, em meio à reação do mercado às novas ameaças tarifárias do governo americano, que reavivaram temores de uma escalada da guerra comercial entre os EUA e a Europa.
O yield do Treasury de 10 anos operava em alta de cerca de 6 pontos-base, a 4,287%. Nos vencimentos mais longos, os juros avançaram ainda mais: os papéis de 20 anos subiam cerca de 9 pontos-base, para 4,885%, enquanto os de 30 anos também registravam alta de 9 pontos-base, negociados em torno de 4,93%.
Um ponto-base equivale a 0,01 ponto percentual, e os preços dos títulos se movem em sentido oposto aos rendimentos.
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O movimento ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar no sábado que oito aliados europeus estarão sujeitos a tarifas crescentes caso não seja fechado um acordo que permita a Washington “comprar” a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca. Segundo Trump, as tarifas começariam em 10% em 1º de fevereiro e subiriam para 25% em 1º de junho.
As medidas poderiam atingir Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, de acordo com o presidente.
Nesta terça-feira, Trump também ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, após relatos de que o presidente da França, Emmanuel Macron, não estaria disposto a integrar o conselho proposto por Trump para discutir a situação em Gaza.
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Líderes europeus classificaram as novas ameaças tarifárias como inaceitáveis e avaliam contramedidas. A França defende que a União Europeia utilize seu instrumento econômico mais robusto de retaliação, conhecido como Instrumento Anticoerção.
Trump também voltou a criticar um aliado da OTAN antes de sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, ao atacar a decisão do Reino Unido de transferir a soberania das ilhas Chagos para Maurício. O arquipélago inclui a ilha de Diego Garcia, onde fica uma base militar conjunta dos EUA e do Reino Unido. O acordo havia sido apoiado anteriormente pelo próprio governo americano.