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SÃO PAULO – Os juros dos títulos públicos da Zona do Euro arrefeceram nesta sexta-feira (27), com rumores de que o BCE (Banco Central Europeu) está se preparando para combrar dívida da Espanha e da Itália. A notícia foi disseminada pelo jornal francês Le Monde.
Na véspera, o presidente do órgão central europeu, Mario Draghi, havia afirmado que a instituição faria todo o possível para salvar o euro das turbulências enfrentadas durante a crise.
Na Itália, outro fator contribuiu para a queda no rendimento exigido pelos investirores pelos títulos da dívida no mercado secundário. O tesouro do país fez um leilão de € 8,5 bilhões em papéis com vencimento em um ano.
Os juros negociados foram de 2,45%, taxa inferior à apurada em emissão semelhante feita anteriormente, 2,95%. Neste sábado, contudo, é que a credibilidade italiana ficará à prova do mercado. O país pretende vender títulos de 5 e 10 anos.
| País | Rendimento (Y) | Variação | Yield-Bund (Y-B) |
|---|---|---|---|
| Grécia | 27,41% | -0,58% | 26,03 p.p. |
| Portugal | 11,34% | +0,10% | +9,96 p.p. |
| Itália | 5,91% | -2,38% | +4,53 p.p. |
| Espanha | 6,70% | -3,20% | +5,38 p.p. |
| França | 2,19% | -1,13% | +0,81 p.p. |
| Alemanha (B) | 1,38% | +4,54% | – |
*Fonte: Bloomberg
Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, enquanto a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.
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Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.