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SÃO PAULO – Em almoço organizado pelo grupo de líderes empresariais LIDE, diretores e presidentes de empresas que juntas respondem por 52% do PIB (Produto Interno Bruto) privado brasileiro mostraram que a preocupação com o elevado nível da taxa básica de juros cresceu entre os elementos apontados como empecilhos para o crescimento de suas empresas.
A pergunta fez parte de uma pesquisa feita com os empresários a cada encontro do grupo. Se antes o indicador oscilava entre 2% e 8%, desta vez ele bateu 18%, perdendo apenas para o cenário político (41%) e a elevada carga tributária (25%), que registraram queda em relação ao último levantamento. O nível de procura, por sua vez, foi citado por 16% dos cerca de 150 presentes.
A evolução dos apontamentos dos juros como bode expiatório surpreendeu até mesmo os organizadores, que chamaram atenção para o fato de o Banco Central ter decidido reduzir em 0,25 ponto percentual a Selic na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Foi o primeiro corte em quatro anos, o que levou a taxa básica de juros em 14% ao ano.
Os empresários presentes também foram perguntados sobre a percepção do atual ambiente de negócios. Se em setembro ela tinha piorado para 34%, agora o número recuou para 28%, ao passo que o percentual dos que apontam para uma manutenção cresceu de 42% para 53%. A avaliação de melhora caiu de 24% para 20% no mesmo período.
Em linha com a menor percepção de piora, também caíram as avaliações sobre a necessidade de demissões (de 20% para 18%). A manutenção de empregos apresentou leve alta de 61% para 62%, assim como a decisão por empregar, indo de 19% para 20%. No mesmo sentido, o clima empresarial — nota que vai de zero a dez — saltou de 4,5 para 4,8, marcando a terceira alta seguida.
Também mostraram evolução as avaliações de eficiência geral do governo nos três níveis: federal, de 3,9 em setembro para 4,7 agora; estadual de 5,3 para 5,6; e municipal de 1,5 para 2,2. As notas vão de zero a dez.
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Quanto às apostas para o crescimento brasileiro em 2017, 44% apostaram em alta de 1% do PIB enquanto 26% em 2% e 17% em estagnação. Apenas 8% esperam recuo de 1%. Entre os mais otimistas, 5% apostam em alta de 3%.