Juíza dos EUA vê problemas com indústria de cigarros mas ações do setor avançam

Empresas vinham incentivando uso de cigarros com palavras como light; não-imposição de multa impulsiona papéis

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SÃO PAULO – A juíza federal dos EUA Gladys Kessler determinou na última quinta-feira que a indústria tabagista violou por várias décadas as leis relativas às informações sobre o uso do fumo e acabou incentivando de forma indevida o consumo de cigarros.

Isso porque, segundo a decisão judicial, empresas como a Altria, controladora da Philip Morris, utilizavam-se de atributos como “light” ou “de baixo teor de alcatrão” para classificar cigarros que teoricamente não seriam tão prejudiciais à saúde.

Em meio à nova determinação, as fabricantes de cigarros não poderão mais usar adesivos ou outras referências sugerindo que seus produtos sejam light ou menos ofensivos.

Ações do setor reagem bem à notícia

Muito embora a Justiça norte-americana tenha identificado irregularidades nas práticas da indústria tabagista, as ações ligadas ao setor exibiam forte alta nas negociações do after-market da véspera.

Os papéis da Altria, por exemplo, chegaram a subir mais de 2,5%. A valorização se explica pelo fato de que Gladys Kessler não impôs às empresas a necessidade de destinar vultosos fundos para uma campanha nacional anti-tabagista, conforme vinha sendo requisitado.

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