JPMorgan vê gatilhos positivos ainda não precificados em Vale e eleva preço-alvo

O principal foi o acordo relacionado a Mariana, que eliminou uma grande incerteza para a companhia ao definir um valor final para as obrigações

Felipe Moreira

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Logotipo da mina Brucutu, propriedade da mineradora brasileira Vale, em São Gonçalo do Rio Abaixo - 04/02/2019 (Foto:  REUTERS/Washington Alves)
Logotipo da mina Brucutu, propriedade da mineradora brasileira Vale, em São Gonçalo do Rio Abaixo - 04/02/2019 (Foto: REUTERS/Washington Alves)

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Mesmo após subir 10,6% apenas em janeiro e acumular alta de 27,1% nos últimos seis meses, impulsionada pelo avanço do minério de ferro e pelo fluxo estrangeiro para as blue chips brasileiras, a Vale (VALE3) teve o preço-alvo elevado pelo JPMorgan de R$ 86 para R$ 100, com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) mantida. O novo valor implica potencial de valorização de 20,4% frente ao fechamento de segunda-feira (26), a R$ 83,07.

Às 10h05, as ações da mineradora subiam 1,13%, cotadas R$ 84,01.

Segundo o banco, houve diversos fatores positivos claros que deveriam ter se refletido na valorização das ações. O principal foi o acordo relacionado a Mariana, que eliminou uma grande incerteza para a companhia ao definir um valor final para as obrigações.

O JPMorgan também avalia que a mineradora vem apresentando desempenho operacional sólido, especialmente no negócio de minério de ferro, com produção robusta e tendência de queda nos custos, o que sustenta a perspectiva operacional.

O banco ainda vê um descolamento relevante entre o desempenho das ações da Vale e o de seus pares e, por isso, reitera a visão positiva. Atualmente, a Vale negocia a 4,9 vezes o EV/EBITDA (Valor da Firma sobre EBITDA) estimado para 2026, abaixo da média de 6,0 vezes dos concorrentes, com geração de caixa livre (FCF yield) de 7,8% e dividend yield de 8,2% para 2026.