JPMorgan rebaixa M.Dias Branco para neutro após resultados abaixo do esperado no 4T

Banco não considera o papel particularmente barato, negociando a 11 vezes o P/L

Felipe Moreira

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(Reprodução: Pixabay)
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O JPMorgan rebaixou a recomendação de M. Dias Branco (MDIA3) de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para equal-weight (exposição igual a média do mercado, equivalente à neutro), após resultado abaixo do esperado no quarto trimestre de 2025 (4T25). O preço-alvo para 2026 foi ajustado de R$ 31 para R$ 25 por ação.

Por volta das 11h, as ações da fabricante de massas e biscoitos recuavam 1,50%, a R$ 23,05.

Mesmo após uma queda de 10% no preço das ações na sexta-feira, o banco não considera o papel particularmente barato, negociando a 11 vezes P/L (Preço sobre Lucro), depois de uma redução de 16% no lucro líquido estimado para 2026.

Dada a forte volatilidade de margens e o que o banco acredita ser um foco maior na participação de mercado em detrimento da proteção de margens, o JPMorgan também reduziu sua previsão de margem EBITDA de longo prazo de 12,5% para 11%.

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O banco também diminuiu a projeção de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2026 para R$ 1,2 bilhão, queda de 11%, e passou a estimar lucro líquido de R$ 714 milhões, 17% abaixo da previsão anterior.

A visão otimista anterior sobre a ação baseava-se na expectativa de que um real mais forte e menores preços de insumos poderiam levar a uma recuperação robusta das margens. No entanto, a maior parte desses benefícios acabou sendo repassada ao consumidor, e a alavancagem operacional não se concretizou como esperado.

Por outro lado, o JPMorgan acredita que o potencial de queda da ação deve ser limitado, diante de custos variáveis mais baixos e expectativa de crescimento de volume de 2% em 2026, impulsionados pela valorização do real, já que cerca de 60% dos custos da companhia são parcialmente dolarizados.