Crise da Covid

JPMorgan rebaixa ações emergentes e reforça aposta nos EUA

Nenhum dos fatores que alimentaram os ganhos das ações de países em desenvolvimento no último mês deve permanecer, disseram os estrategistas

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(Bloomberg) — O JPMorgan Chase rebaixou a recomendação para ações de mercados emergentes para neutra, destacando problemas no rali atual.

Nenhum dos fatores que alimentaram os ganhos das ações de países em desenvolvimento no último mês, incluindo a busca de valor, o fraco desempenho do dólar e melhor desempenho dos lucros deve permanecer, disseram estrategistas do JPMorgan em relatório.

Em contrapartida, a equipe decidiu estar overweight em ações dos EUA que, segundo análise do banco, devem liderar os retornos de investidores no segundo semestre.

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“Consideramos o risco-recompensa relativo de mercados emergentes pouco atraente para o segundo semestre, acreditando que os EUA retornarão à liderança regional”, escreveram Mislav Matejka, Prabhav Bhadani e Nitya Saldanha.

A visão do JPMorgan recomenda cautela em meio ao avanço liderado pela liquidez, que levou o índice MSCI Emerging Markets a subir 32% em relação à mínima de março e colocou o indicador na rota para o melhor trimestre desde 2009. Uma série de estímulos de bancos centrais e possível alívio das tensões comerciais EUA-China têm compensado o receio de atraso da recuperação econômica devido a uma segunda onda do vírus.

“Os mercados emergentes poderiam começar a ter um desempenho muito melhor se o dólar cair significativamente, se a M1 da China (oferta monetária) subir e se a relação EUA-China melhorar, em vez de se deteriorarem daqui para frente”, disseram os estrategistas. Mas o JPMorgan destaca que as previsões do banco não apontam para esse cenário.

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