JPMorgan olha os números da compra da FMU e revisa Ânima (ANIM3) para baixo

Estimativas de receita sobem, mas projeção de lucro ajustado é reduzida

Erick Souza

Ativos mencionados na matéria

(Foto: Divulgação/FMU)
(Foto: Divulgação/FMU)

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O JPMorgan atualizou suas projeções para a Ânima (ANIM3), após analisar os números da recém-adquirida Faculdades Metropolitanas Unidas Educacionais (FMU). Apesar do aumento das estimativas de receita, em razão da contribuição do novo ativo, a previsão de lucro ajustado foi reduzida.

A instituição de ensino superior com sede em São Paulo está em recuperação judicial. No dia seguinte ao anúncio, as ações chegaram a cair 33%.

Na ocasião, a queda já estava sendo atribuída ao valor pago pela aquisição. Em revisão das projeções, incorporando a entrada da FMU, o JPMorgan reforçou o ponto de preocupação. De acordo com os analistas, o elevado preço pago pela aquisição deverá aumentar as despesas financeiras.

De maneira prática, o banco explica que, ainda que aquisição aumente a geração operacional de caixa, ela também eleva o endividamento e os gastos financeiros da empresa. Com isso, o lucro disponível aos acionistas acaba reduzido.

Por outro lado, os analistas destacam que a FMU está concentrada na cidade de São Paulo. Como a Ânima já possui outras operações na capital, a aquisição pode permitir a captura de ganhos de escala e redução de custos.

Mas a execução precisa caminhar de acordo. Para o banco, o mercado somente passará a incorporar esses benefícios ao valor das ações gradualmente, à medida que eles forem efetivamente entregues.

Projeção de lucro

Para o resultado consolidado da Ânima, o banco reduziu a estimativa de lucro por ação ajustado para 2027 em 18%, o que eleva o múltiplo Preço/Lucro (P/E, na sigla em inglês) projetado para 2027 para 4,3 vezes.

Conforme os analistas, a projeção foi reduzida devido ao aumento de despesas financeiras. Essas despesas incluem o pagamento de um múltiplo equivalente a 10 vezes o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da FMU.

Segundo o banco, ainda que esse nível de 4,3 vezes não seja considerado elevado em termos absolutos, ele deixa de representar um desconto relevante quando comparado ao de empresas concorrentes.

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As projeções também indicam que a alavancagem financeira proporcional encerre 2027 em 2,9 vezes a relação Dívida Líquida/lucro operacional. Conforme o JP, a estimativa de valor justo para a companhia sofreu redução entre 9% e 33%.