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Caso a Marcopolo (POMO4) decida elevar permanentemente o seu payout (pagamento em relação ao lucro) para 80%, a companhia poderia gerar um retorno total de cerca de 75%. Essa estimativa foi calculada pelo JP Morgan, a respeito do percentual do lucro distribuído aos acionistas para os próximos 12 meses, após o desempenho fraco da companhia no último ano.
Depois de um aumento dos lucros, a Marcopolo se estabilizou nos últimos anos. Passada a forte recuperação pós-Covid, a ação apresentou um desempenho fraco. Ao longo do último ano, a empresa acumula queda de 6%, contra a alta de 9% do Ibovespa.
Depois da companhia ter apresentado, em 2025, um payout de 70%, o banco calculou o que uma mudança permanente poderia trazer para o desempenho da empresa. Apenas para comparação, atualmente o payout da Marcopolo está em 50%.
Além de aumentar o payout estimado para 2026 para 80% (com dividendos de R$ 1,03 bilhão), caso os múltiplos projetados para os próximos 12 meses sejam reprecificados para 8,5x do preço por lucro (P/L) e 7,0x EV/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), a valorização da empresa poderia chegar a 75%.
Impactos do aumento
Com o aumento fixo desse retorno em 80%, a estimativa do JP Morgan é de que a alavancagem da companhia poderia se manter constante, nos níveis atuais ao longo do tempo.
A elevação também levaria o rendimento em dividendos para cima a, aproximadamente, +15% nos próximos 12 meses. De acordo com os analistas, essa movimentação ainda poderia levar a uma potencial reprecificação da ação.
Segundo o banco, empresas com elevado rendimento em dividendos normalmente negociam mais próximas de um preço por lucro (P/L) projetado para os 12 meses de aproximadamente 8,6x. Para referência, a Marcopolo atualmente tem negociado a 5,3x.
Em um cenário ainda mais otimista, considerando que a ação volte a negociar na sua média histórica (com P/L projetado para 11,5x), o retorno total alcançaria cerca de 140%.
Marcopolo hoje
Entre 2022 e 2025, a Marcopolo aumentou seu Ebitda de R$ 386 milhões em 2022 para R$ 1,64 bilhão em 2025. De acordo com o banco, a alta reflete uma mudança estrutural em suas margens. Além disso, as distribuições aos acionistas totalizaram R$ 2,38 bilhões no período.
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Para 2026, o JP projeta um Ebitda ajustado de R$ 1,70 bilhão, uma alta de 4% na comparação anual. Os dividendos chegaram a R$ 618 milhões, equivalentes a um rendimento de dividendos de 9%, considerando um payout de 50%, como é hoje.
Sem mudanças relevantes no cenário macroeconômico, os analistas calculam que os lucros da companhia permaneçam estáveis. O lucro líquido deve fechar em R$ 1,33 bilhão, uma alta de 3% em relação ao ano passado.
