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Após subir mais de 80% no ano, o JPMorgan rebaixou a recomendação de TIM (TIMS3) de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para equal-weight (exposição igual a média do mercado, equivalente à neutro). Apesar do corte de recomendação, o banco elevou preço-alvo de R$ 24,50 para R$ 26.
Segundo o banco, o setor móvel brasileiro continua com fundamentos sólidos e ambiente competitivo saudável, mas o momento não oferece um ponto de entrada atrativo.

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Em termos relativos, o JPMorgan segue preferindo TIM em relação à Vivo (VIVT3), por enxergar avaliações mais baratas e exposição maior ao segmento móvel, considerado mais atrativo do que o de banda larga fixa no país. Por volta das 10h42, as ações da TIM caía 0,89%, a R$ 24,59, enquanto Vivo subia 0,11%, a R$ 35,22
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TIM ainda está melhor posicionada que a Vivo
O JPMorgan destaca que a TIM tem maior exposição ao segmento móvel (95% da receita de serviços), frente a 69% da Vivo, cuja operação fixa ainda sofre com pressões de preço (queda anual de 1,8% no ARPU (Receita Média por Usuário) de FTTH (“Fiber to the Home” Fibra até a Casa) da Vivo e de 4,3% na TIM.
Além disso, o JPMorgan passou a considerar que as empresas não precisarão pagar os valores suspensos do Fistel (taxa de fiscalização de telecomunicações), retidos desde 2020, o montante é estimado em R$ 6,0 bilhões para a Vivo e R$ 4,1 bilhões para a TIM. No entanto, o banco mantém a suposição de pagamentos integrais do Fistel daqui para frente, sem renegociação de alíquotas.
Ajuste de estimativas
Na linha de receita, o JPMorgan projeta crescimento de 5,0% na receita de serviços móveis para 2026 e 2027, em linha com as metas de médio prazo divulgadas pela empresa.
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Em termos de rentabilidade, o Ebitda ajustado teve leve revisão positiva nas margens, de 31 pontos-base e 20 pontos-base, passando para 51,4% em 2026 e 52,5% em 2027.
O lucro líquido foi elevado em 0,9% e 3,1%, totalizando R$ 4,47 bilhões para 2026 e R$ 5,32 bilhões para 2027, reflexo de pequenas revisões nas despesas financeiras e nas despesas de depreciação e amortização (D&A).
Para o 4T25, o JPMorgan espera ligeira desaceleração no crescimento da receita de serviços móveis, de +5,2% no 3T25 para +4,8%, o que resultaria em receita líquida de R$ 6,93 bilhões no trimestre.
O Ebitda ajustado projetado é de R$ 3,56 bilhões, com margem de 51,4%, queda de 0,3 ponto percentual na comparação trimestral, mas alta de 0,9 ponto percentual em relação ao ano anterior.
O banco estima pagamentos de leasing de R$ 803 milhões, o que implica um Ebitda ajustado ex-IFRS 16 de R$ 2,76 bilhões, com margem de 39,8%.
Por fim, o lucro líquido esperado para o trimestre é de R$ 1,35 bilhão.
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Vivo (VIVT3)
No caso de Vivo, o banco manteve recomendação underweight (abaixo da média do mercado), mas elevou o preço-alvo de R$ 28,50 para R$ 31, pois passou a incorporar a FiBrasil a partir da metade do quarto trimestre de 2025 (4T25). O banco assume que todas as receitas da FiBrasil virão da Vivo, o que significa nenhum incremento adicional de receita consolidada.
Nas demais projeções para 2026, o JPMorgan adiciona R$ 342 milhões ao Ebitda, R$ 73 milhões em pagamentos de leasing e R$ 91 milhões em despesas financeiras.
De forma geral, o banco revisou para cima suas estimativas de receita de serviços em 1,1% para 2026 e 1,5% para 2027, impulsionadas principalmente pela categoria de serviços digitais, com pequenas contribuições do segmento móvel e de fibra óptica.
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O Ebitda ajustado também foi revisado para cima em 1,7% e 2,1%, refletindo a incorporação da FiBrasil. Já o lucro líquido ajustado foi revisado em -0,7% para 2026 e +2,5% para 2027.
Para o 4T25, o JPMorgan projeta que o crescimento da receita de serviços móveis acelere para 7,2% na comparação anual, ante 5,5% no 3T, beneficiado por uma base de comparação mais fraca. A adição líquida de assinantes de FTTH deve continuar forte, em 220 mil clientes.
A receita total de serviços deve crescer 7,8% em relação ao ano anterior, enquanto a receita líquida deve subir 7,7%, para R$ 15,7 bilhões, cerca de 1,4% acima do consenso da Bloomberg (R$ 15,5 bilhões).
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O banco espera Ebitda ajustado de R$ 6,17 bilhões, com margem de 39,2%, e lucro líquido (GAAP) de R$ 1,78 bilhão no trimestre.