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SÃO PAULO – O risco de um racionamento de energia no Brasil como ocorrido em 2011 é improvável, avaliaram analistas do JP Morgan em relatório enviado a clientes nesta quarta-feira (9). Segundo Gabriel Salas e Pedro Manfredini, a chance de racionamento de energia permanece inferior a 10 por cento, embora a situação atual de chuvas seja similar à seca observada na temporada de 2000/2001.
Isso ocorre graças às mudanças estruturais no sistema na última década – os analistas destacaram que o Brasil tem atualmente mais energia termoelétrica, eólica e nuclear à disposição, e um sistema de transmissão melhor que permite a transferência do excesso de energia entre as regiões do país.
Ainda assim, os preços no mercado spot devem permanecer elevados no primeiro semestre deste ano, segundo os analistas, e o acionamento das térmicas deve aumentar os custos da energia elétrica para o consumidor final em 7 a 10 por cento.
Neste cenário, as ações das empresas Tractebel (TBLE3), Copel (CPLE6) e Cesp (CESP6) devem ser as mais beneficiadas, ao passo que MPX (MPXE3) e Energias do Brasil (ENBR3) devem sofrer perdas no curto prazo.