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SÃO PAULO – Acompanhando o setor de telefonia móvel do Brasil, o J.P. Morgan anunciou, em relatório desta quarta-feira (26), que está elevando a sua recomendação para as ações e ADRs (American Depositary Receipts) da TIM (TCSL4, TCSL3).
Incorporando os resultados do primeiro trimestre e as perspectivas de 2010 aos seus cálculos, os analistas Andre Baggio, Rajneesh Jhawar e Ana Daher chegaram a um preço-alvo de R$ 10 por ação ON, projetado para dezembro deste ano, com recomendação overweight – expectativa de que nos próximos 6 a 12 meses os papéis irão superar o desempenho médio do universo de cobertura dos analistas. Os ADRs receberam preço-alvo de US$ 33,00.
A recuperação das receitas de serviço neste primeiro trimestre do ano motivou a elevação da recomendação. “Nós acreditamos que a aproximação da TIM dos níveis de crescimento da Vivo (VIVO4) é uma indicação de sua esperada retomada operacional, que suporta nossa visão mais positiva das ações”, escrevem os analistas.
Eles também destacam a geração operacional de caixa da companhia, afirmando que este é um importante índice para as empresas de telecomunicações, que tendem a ter baixos índices de crescimento. Desta forma, a projeção de que a TIM gerará R$ 1,3 bilhão em caixa neste ano também ajuda a suportar a recomendação.
Recuperação
Além da recuperação das receitas, a equipe do banco norte-americano aponta outras indicações da recuperação operacional da TIM, como por exemplo o aumento da participação da empresa nas adições de clientes em abril deste ano, conforme os dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Outro importante sinal é a recuperação dos indicadores de qualidade, “que melhoram a percepção dos consumidores em relação à qualidade dos serviços da TIM, ajudando o market share da companhia assim como as suas margens”, explicam os analistas.