JP Morgan Chase e Macquarie ampliam projeções para o preço do minério de ferro

Baseado nas novas estimativas de demanda, JP Morgan também eleva expectativa de lucro por ação de empresas do setor

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SÃO PAULO – O Macquarie Group e o JP Morgan Chase ampliaram as projeções para o contrato anual de minério de ferro, avaliando o aumento da demanda pela commodity na China.

Ambas as instituições preveem maiores avanços no índice de preços de minérios de ferro australiano. O analista do Macquarie, Jim Lennon, que antes esperava um crescimento de 10%, aumentou suas projeções para aumentos de 30%, enquanto o JP Morgan Chase ampliou suas estimativas de reajuste de 10% para 20%.

A recuperação da demanda chinesa reflete novos níveis de produção da indústria automobilística e de eletrodomésticos do país. Somente no último mês, as importações na China, maior consumidora mundial de bens primários, cresceram 12%. Jim Lennon ressalta que “certamente, o vigoroso crescimento chinês ainda é o principal fator na indústria do ferro”.

Na véspera, o CEO (Chief Executive Officer) da Vale, Roger Agnelli, afirmou que a empresa deverá adiar os diálogos sobre preços até o início do próximo ano, aguardando mais informações do mercado.

 Perspectivas para o mercado
A China já deixou claro que espera preços menores para o minério de ferro neste ano. O país aguarda desconto maior que os 33% oferecidos pela Rio Tinto e BHP às siderúrgicas do Japão e da Coreia.

 O JP Morgan também elevou as projeções de ganhos por ação dos ativos da Rio Tinto e da BPH. As novas previsões para a demanda pela commoditity ampliaram a expectativa de lucros da Rio Tinto em 30%, enquanto os ganhos esperados por papel da BHP aumentaram 16%.